quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Redimição: Censura impera em TERRAFORMARS... ou imperava

Os cortes do anime são grotescos, mas tem solução

Eu havia escrito aqui no blog sobre a tal censura de TERRAFORMARS que se comentava na primeira semana de exibição. Isso ainda é muito comentado por aí e passei a assistir aos segundo e terceiro episódios do anime. Eis que este blogueiro vem se redimir pela informação equivocada por conta de primeiras impressões. Deixo bem claro que quando comentei na época eu tinha assistido apenas ao primeiro episódio, que foi mais introdutório e teve uma cena de violência moderada. O segundo estava prestes a ser lançado. O motivo que levantei na ocasião foi também sobre uns equívocos de informação por parte de alguns otakus que acabaram soltando algumas pérolas como o programa "não passar depois da meia-noite" e coisas do tipo. Ok, pra ninguém dizer que eu não sou um cara legal e que não ajudo ninguém, deixo uma dica para procurarem sobre o termo "shin'ya anime" ou "late night anime" pra facilitar a compreensão de horário dos anime exibidos tarde da noite.

Para quem não conhece, TERRAFORMARS se passa em um futuro distante onde a humanidade que tem a pretensão de transformar Marte em um planeta habitável. Como cobaias, são usadas baratas para os experimentos e estas são enviadas para lá. Um grupo de pesquisadores parte para o planeta vermelho afim de encontrar uma fonte de energia adequada para sobrevivência, mas se deparam com criaturas horrendas e violentíssimas.


Então, analisando melhor os demais episódios, deu pra sentir a censura na carne. Sentir é pouco. Vi um monte de tarjas pretas no meio das cenas em que acontece os absurdos causados pelos humanóides é de doer mesmo. Não vou me deter quanto a questão de ser correto, errado ou necessário ter a violência em TERRAFORMARS. É compreensível que este é o clima pesado da trama e tais cortes são ruins mesmo para o desenrolar do enredo. Principalmente para um anime que é exibido em altas horas da noite. A princípio, o que parecia não ter tanta violência acabou dando a entender que tem sim uma violência ao extremo. Porém tímida.

Em meio às censuras toscas, uma boa notícia para os fãs da série. A Crunchyroll foi autorizada na semana passada pela distribuidora Warner Japan à exibir futuramente uma versão sem cortes do anime. Falando sobre a Crunchy, um leitor havia comentado comigo sobre o serviço "não legendar direito". Olha, de boa, eu assino a Crunchy há um bom tempo e não vi problemas com legendas. Mas sinceramente, não vi ninguém reclamando quando aparecia alguma expressão gringa adaptada pelas subs da vida em diálogos ou até mesmo quando aparecia uma palavra daquele tamanho num anime exibido em programação diurna (principalmente nas matinais). Quanto à omissões de expressões (tipo: samá, senpai, etc), não são em todas as séries do catalogo que estão lá. Já assisti algumas que contém estas expressões nas legendas. Até as subs tem essa omissão e isso é o de menos. O importante mesmo é ouvir as expressões de butuca.

Outra coisa: nenhum serviço de streaming foi ou é feita pra baixar. Ok, pra quem gosta de downloads. Mas prefiro fazer isso quando algum anime não é licenciado no país. E isso é economia de tempo, sono e espaço de HD. Problemas com vídeos no PC? Recomendo o aplicativo do serviço para Android. Pois é mais versátil/dinâmico, carrega com rapidez e dá pra acompanhar o mesmo. Mais um ponto de credibilidade. Pra mais, escrevi há meses atrás o meu depoimento sobre o serviço. Na realidade é um testemunho comparativo de experiências entre a Crunchy e as fansubs. Veja bem: não tô ganhando nada e não faço nenhuma propaganda sobre a Crunchyroll. Mas quando um serviço importante como este no mercado de cultura pop japonesa é bom e merece reconhecimento (principalmente onde há um briga acirrada com a maldita pirataria), tenho mais é que elogiar divulgar. Criticaria se houvesse uma falha grotesca -- como de uma certa distribuidora home-video que conhecemos. Como acompanho o serviço de perto, não tenho o que reclamar. ;)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nada de Ultraman Max no Brasil, por enquanto

Há poucos dias atrás fomos surpreendidos pela notícia da aquisição da série de tokusatsu Ultraman Max pela Crunchyroll. Várias fontes especializadas divulgaram e a própria página da versão gringa do serviço havia confirmado o licenciamento em seu site para os EUA, Reino Unido, América Latina, etc para esta terça-feira (14). Dentre as informações divulgadas em sites nacionais, havia uma afirmação de que o Brasil estaria incluído para vermos a série de forma legalizada.

Então, desde ontem a série está disponível para a versão americana com legendas em inglês e pode ser vista aqui ao clicar em "Englisg (US)". A série completa está disponível para os assinantes norte-americanos. Os oito primeiros episódio podem ser assistidos e a cada semana, às terças-feiras, outras levas de oito episódios cada serão liberadas para os não-assinantes, como pode ser vista na versão em inglês desta tabelaContudo, estranhamente no site da Crunchyroll Brasil nada foi confirmado até agora e a série não está no ar.

Entramos em contato com o serviço para sabermos quanto à uma possível disponibilidade em nosso país. O que nos foi informado é que ainda não há garantias por parte da distribuidora (no caso, a Tsuburaya Productions) quanto ao licenciamento nacional pelo serviço. A Crunchyroll informou também que haverá um leque variado que deverá pintar em breve.

Vamos aguardar mais novidades. Afinal, nem todos os países citados tiveram disponibilidade da série ainda. O que provavelmente deve acontecer em breve. Lembrando que a disponibilidade não depende da Crunchyroll, e sim das distribuidoras que levam suas séries para o serviço e devidos países/regiões. É uma coisa bem complicada para a nossa compreensão de comodidade.

Outra coisa importante a ressaltar: alguns fãs brasileiros estão confundindo o lançamento com a possibilidade da série migrar para a TV aberta; e outros estão "exigindo" uma dublagem para a série no serviço. A coisa não é assim tão simples. Temos que entender que o licenciamento é internacional e atinge outros países além Brasil. Uma dublagem teria que ser, no mínimo para a TV/DVD/BD ou ter sido exibida antes nestes meios, como Os Cavaleiros do Zodíaco que teve lançamento recente na plataforma. Exibição de séries de anime e tokusatsu estão fora de cogitação da TV brasileira. Os on demand são a nova vida da cultura pop japonesa para o futuro ocidental.

Ultraman Tarô migra para as madrugadas no Japão

Tarô sucederá o horário nobre em canal UHF de Tóquio

Desde o dia 8 de dezembro de 2013, a TOKYO MX, canal UHF (091) da região metropolitana da capital japonesa e uma das principais emissoras de maior acervo de programação de animes no país, exibe a reprise da série Ultraman Tarô (1973-74) todos os domingos das 18:30 às 19:00. A série é integrante do bloco semanal Tsuburaya Gekijô, que exibiu semanalmente várias séries da Tsuburaya Productions, tendo em destaque as Ultra Séries da Era Showa.

Segundo informações da página do canal dedicada à série, Ultraman Tarô mudará de horário a partir de 10 de novembro. Indo ao ar todas as segundas-feiras das 23:00 às 23:30 na TOKYO MX 2 (canal 092 de Tóquio) - recém-inaugurada em abril deste ano.

Curiosamente, este mesmo horário já havia sido ocupado pelo bloco durante os anos 2000 e esteve no ar até o dia 30 de março de 2009 (segunda-feira). Na época, a série exibida era O Regresso de Ultraman (Kaettekitá Ultraman; 1971-72), que havia mudado para o atual horário desde 5 de abril do mesmo ano (domingo). A mudança é considerável, uma vez que o horário nobre dominical da emissora tem eventuais pausas para programações especiais.

O bloco Tsuburaya Gekijô já exibiu séries como Ultraman (versão remasterizada), Ultra Seven, Fireman, Aztecaser, Ultraman Neos, etc. Ultraman Tarô atualmente irá para o episódio 43 no próximo domingo (19) e tem previsão para encerrar entre o final de dezembro deste ano e o início de janeiro de 2015. Ainda não se sabe qual será ou se haverá uma outra série para ser reprisada após Tarô nos finais de noites de segunda.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ultraman Max estreia nesta semana na Crunchyroll

Após quase dois anos no Brasil, a Crunchyroll lança o seu primeiro tokusatsu em seu catálogo. O estreante é o Ultraman Max, exibido no Japão entre julho



de 2005 e abril de 2006 pela TBSUm trunfo e tanto, uma vez que a Crunchyroll apenas exibia séries de anime e drama na programação. Ultraman Max é, portanto, a primeira série de tokusatsu licenciada no Brasil após Ryukendo, que estreou no Brasil em 2009 na RedeTV!. O licenciamento atinge também outros países como EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, além de toda a América Latina (onde obviamente o Brasil se inclui).

Ultraman Max não tem nenhuma ligação com as demais Ultra Séries anteriores (com exceção do episódio 24). O herói veio da Nebulosa M-78 e é auxiliado pela equipe DASH, uma organização que luta contra os monstros. O protagonista é o jovem Kaitô Touma, que é recruta de DASH e torna-se hospedeiro de Ultraman Max após ser salvo pelo mesmo.

Max possui 39 episódios e mais um episódio especial. Curiosamente, o lenco conta com a participação do ator Susumu Kurobe (o próprio Hayata de Ultraman) como Kenzou Tomioka.

Estará disponível na plataforma oficial a partir desta terça-feira (14). Vamos torcer e incentivar para que mais séries do gênero pintem na Crunchyroll ou similares.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

E aquele tempo em que Xuxa não levava jeito com as crianças, hein?

Antes da fama de Rainha dos Baixinhos na Globo, lá nos idos de 1983-84, Xuxa apresentava o extinto Clube da Criança, na saudosíssima Rede Manchete. Mas vendo os vídeos da loira, em vésperas de dia das crianças e muita nostalgia carregada pela semana afora, a gente acaba se deparando com vídeo bem conhecido por alguns onde Xuxa aparenta não se dar bem com as crianças ou não tinha jeito pra coisa no começo da carreira. Era bem comum a Xuxa dar algumas gafes como soltar um "vixe", dar um selinho no cantor Silvinho e coisas do gênero.

O que chama mais atenção são nos momentos em que Xuxa perde a paciência com alguns moleque no meio do programa. Algo impagável para os tempos de hoje. Vamos levar em consideração de que a estética do programa era bem precária se comparada aos tempos do Xou da Xuxa, onde ela tinha Paquitas e Paquitos, tenha o Dengue e o Praga pra auxiliá-la. Aí dava pra fazer um programa legal e organizado.

Veja o vídeo abaixo e repare com a Xuxa melhorou bastante de 30 anos pra cá e aprendeu a ter mais paciência com seu público. Ela era esquentada ou apenas estava tentando ser legal?

 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Kamen Rider Drive começa com retorno das origens dos Neo-Heisei Riders

Rider motorista começa com boa acelerada

Neste domingo (5) foi ao ar pela TV Asahi (no Japão, é claro) o primeiro episódio de Kamen Rider Drive. Ainda é cedo pra dizer se será uma série promissora, mas começou muito bem. Como é padrão de várias séries de tokusatsu, tudo ficou na introdução pra depois as pontas serem ligadas e explicadas a partir do segundo episódio.

Drive resgatou a essência dos Neo-Heisei Kamen Riders (De W pra frente), voltando com aquela pegada mais carismática e com alívios cômicos. Quase chegando a infantil. Ou seja, Kamen Rider Gaim cumpriu do início ao fim sua promessa e meta para resgatar a essência da primeira década dos Heisei Riders (De Kuuga ao Decade). Só em ter o roteiro do competente Riku Sanjô, o mesmo de Kamen Rider W (Double), já é motivo pra esperar algo com excelência daqui pra frente. Claro que o roteiro pode sofrer alguma ou outra derrapada, né? Pra alegria de muitos, e minha também, o herói apanhou e ralou no chão em forma civil, como já vinha acontecendo desde o Kamen Rider OOO (Ôzu). Isso é essencial para todo tokusatsu de qualquer época.

Essa dupla parece ter saído de um dorama...

A interação entre o herói Shinnosuke Tomari e sua parceira policial Kiriko Shinjima passa uma boa impressão. Kiriko, pro ser fria e seguir os passos de Tomari, lembra um gênio de "anê" (irmã mais velha). Só que a garota não é gasguita, mas também não passa um sorriso no rosto. Tomari já tem um jeito mais largado, após ter passado por uma desaceleração no dia em que seu amigo morreu por acidente.

O ataque noturno dos Roidmude, mostrada no início do episódio, foi algo digno de cinema. Temo que esses ataques de desaceleração fiquem cansativos. A vulnerabilidade para cair na mesmice é maior. Nada que uma boa inovação não possa resolver isso futuramente. Ah, a ideia de Drive ter uma base secreta e um cinto falante é bacana.

Torço pra que seja uma ótima série e espero que minhas apostas estejam certas ou superem minhas expectativas. Tem tudo pra ser uma ótima série ou mais que isso.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sobre falta de certas matérias

Ultimamente o "editor-chefe" deste site (no caso, sou eu mesmo) meio que tem sido cobrado por alguns leitores quanto à questão de matérias maiores para o blog. Já disseram que eu deveria escrever sobre aquele personagem de anime clássico ali, sobre aquela estreia de tokusatsu acolá, e coisa tal e tal e coisa. Por um lado eu fico feliz, pois é sinal de uma repercussão positiva do blog - e de que vocês tem paciência pra aguentar este cabra velho que vos escreve. (kkk) Mas acho que poucos ainda não entenderam ou não perceberam certas realidades, das quais venho explanar agora, que todo blogueiro em atividade passa.

Gente, de boa, eu sou apenas um só. Tá certo que eu mantenho o site no ar (grande coisa, hein?), mas não vivo apenas disso. Eu tenho meu horário diário pra escrever/rascunhar/atualizar o espaço. Como tenho também meu trabalho, meus estudos, minhas atividades pessoais, etc. Tenho meus horários pra assistir minhas séries e falar de algum ponto interessante que mais me despertar mais atenção pra comentar aqui.

Tenho recebido algumas sugestões também pra escrever sobre alguma série ou algum filme que ainda não vi. É claro que aceito todas as que vierem. O blog pode não ser um grande site de notícias/matérias/resenhas especiais ou uma revista eletrônica super-hiper-ultra-mega-power especializadíssima como muitos por aí. Até porque nem blog pessoal seria, né? Gosto de fazer matérias por aqui. Sejam médias ou sejam grandes. É legal? Com certeza, e é muito prazeroso. É fácil? Não. Tudo isso requer um certo tempo disponível. Coisa que não tenho tido nas últimas semanas por conta do período eleitoral, que terminou e vai voltar ainda na semana. Antes que me perguntem, não fui candidato (e nem pretendo ser). Apenas tive excesso de serviço devido à inserções deste tipo de material para veicular em grade de programação. Já que rádio é o meio de comunicação que atuo. E isso me tomou tempo e só sobrava mesmo pra fazer comentários das séries atuais. Muitas das matérias especiais que foram ao ar neste período, como dos Cavaleiros do Zodíaco, já estavam prontas há muito tempo. Outras não consegui terminar. É como o caso de uma série japonesa que ainda estou escrevendo para a volta da seção Ponto de Vista, que estava prevista para ir ao ar ainda nesta semana, e será adiada por tempo indeterminado por não estar nem na metade da pauta.

Todo blog do ramo/gênero segue essa base. No caso, em off eu digo que o Blog DAILEON e eu somos um só cérebro. Falo sobre cultura pop americana (especificamente sobre séries filmes), japonesa (sobre animes/tokusatsu) e um pouco da brasileira. É isso. Como muitos blogs em geral, este é um espaço onde escrevo sobre aquilo que está ao meu alcance e domínio, dentro do propósito do determinado globo temático.

Felizmente ou infelizmente, a falta de tempo e o fato de não poder assistir a tudo o que se quer é a sina de qualquer blogueiro/crítico. Mas enquanto eu estiver vivo, vou estar por aqui e teremos bastante tempo no futuro pra dissecar vários assunto, assistir a variados episódios, pesquisar pra falar de maneira solta e ter mais interação para o público participar e opinar.

Maria Betânia cantando "Pegasus Fantasy"?

Ontem o nosso Ricardo Cruz, cantor brasileiro da banda japonesa JAM Project, postou um vídeo no YouTube onde ele dizia que sonhou que estava cantando ao lado de Maria Betânia em algum show. Daí ele se perguntou como se a cantora da MPB chegasse a cantar "Pegasus Fantasy", o famoso tema de Os Cavaleiros do Zodíaco que virou um hino em vários eventos de anime.

Foi feita, pelo próprio Ricardo, uma montagem engraçadinha da dona da maior voz do Brasil cantando da maneira que ele imaginou que poderia ser. Veja aí se ficou bacana:


Pitaco - Tiririca e seu humor genial no Horário Político

"Que "bifões", bicho." (Foto: Reprodução)

Depois de um longo período eleitoral, a coluna Pitaco está de volta pra falar sobre alguma coisa ou outra relacionada ao mundo paralelo (e atípico) da nossa cultura pop. Não sei se você teve paciência pra assistir ao Horário Político. Particularmente não tive muito tempo saco pra assistir. Mas do pouco que me restava para ver na TV, mudava o sinal local para o sinal de São Paulo, na hora da programação estadual (é claro), para ver nada mais e nada menos que o Tiririca.

Falando sério, eu sintonizava mais para vê-lo fazer graça mesmo. Aliás, quem é que não gosta de ver suas palhaçadas, não é verdade? Só em a gente ver a cara dele, já dá vontade de rir à beça. Aqui o Tiririca fez o que sempre soube fazer de melhor - como humorista: matar o povo de risadas/gargalhadas. E logo em um horário em que costumeiramente muitas pessoas tem desligado a a TV com mais frequência e descontentamento às promessas que são feitas em todo santo período eleitoral do que em anos anteriores. 

Dá pra perceber que Tiririca investiu mais pesado na campanha desta vez. Como diferencial, ele começou imitando rei Roberto Carlos parodiando a música "O Portão". Com direito à uma referência ao Friboi. Sensacional. Uma das melhores performances do cearense, embora tenha sido dublado ao cantar. Houve um momento em que o palhaço também foi dublado ao imitar o Pelé. Nada que não nos fizesse arrancar umas boas gargalhadas. Como prestação de contas ao eleitor, Tiririca foi criativo ao brincar com situações como conhecer "Brasília" (simbolizada pelo carro de mesmo nome), ocupar uma "tribuna", lutar pela "bandeira dos cornos", e até com as repressões pelas quais foi questionado após ser eleito em 2010.

Foi uma boa ver o Tiririca novamente no meio humorístico depois de tanto tempo, mesmo que sendo de passagem para uma campanha eleitoral. Bem que ele poderia retornar aos palcos e tal, mas agora sua empreitada é outra. Quem sabe o veremos naquele comercial de uma famosa campanha publicitária de sucesso, já que as eleições para os deputados já acabou, né?. Certamente o palhaço está liberado pra isso.

Se você não viu ainda ou quer ver de novo, confira os vídeos do Tiririca em campanha neste ano e se bula de rir. Vale a pena ver todos, "abestado!":
 
 
  
  
  
  
 

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A pior música de todos os tempos da última semana


Alguém aí já ouviu no rádio a música "Bilu Bilu"? Se não ouviu, parabéns. Você é uma pessoa feliz. Se já, bem vindo ao clube. (rsrs) De qualquer forma, ouça aqui. A música do cantor de tecnobrega chamado Pablo, também conhecido como "A Voz Romântica" (quem?!), é a PIOR música das paradas de sucesso atualmente. Não sei se aquilo dá pra ser enquadrado no rol da "periferia" sertaneja da atualidade. Mas o ritmo lembra muito o gênero. A melodia é até engraçadinha e você acha bonitinha no começo. Mas quando vem o refrão, meu cumpadi, você não sabe se ri ou se chora e loga dá uma vontade de rebolar uma banda de tijolo no aparelho de som que tiver tocando esta praga.

"Bilu Bilu" é uma daquelas música chiclete que entram na cabeça do ouvinte sem pedir licença, que chegam a atormentar o mais fundo do subconsciente nos momentos de extremo sossego. Cá pra nós: a letra é pobre de criatividade, não tem sentimentalismo sequer, poetismo zero, é feita pra ganhar dinheiro nas coxas, e daqui a 20-30 anos jamais será lembrada como grandes clássicos do passado que perpetuam há várias décadas em boa parte das emissoras de rádio.

O refrão começa assim: "Como criança em seus braços/Eu me sinto um rei de sangue azul/Gosto quando encosta em meu nariz e faz/Bilu bilu bilu bilu". E daí vem junto toda uma repetição de um tal de "bilu bilu bilu bilu" pra lá, "bilu bilu bilu bilu" pra cá, desculpa pra dizer "bilu bilu bilu bilu", carência depressiva pra mais um "bilu bilu bilu bilu"... Ah! Isso é de infartar fulminantemente ou estourar o cérebro até do mais renomado dos compositores da música brasileira.

Em off, eu digo sempre que tenho oportunidade pra falar que não existe mais romantismo nas músicas brega e sertanejo. O motivo são os mais óbvios possíveis. E o tal sucesso de Pablo é um exemplo da decadência musical no Brasil e do jeito que descrevi. Se há quem queira me provar o contrário, eu convido para escutar uma maratona da minha coletânea destes gêneros das antigas. Música romântica de verdade é aquela que fala sobre fio de cabelo no paletó, sobre as paredes azuis, sobre o convite inesperado de casamento, sobre o cara que não aprendeu dizer adeus, e por aí vai. Pena que os mais jovens nem fazem ideia de que músicas são essas ou quem as cantam, né?

A diferença de qualidade é gritante em todos os sentidos. Uma lástima.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nostalgia: Roswell completa 15 anos de sua estreia

No dia 6 de outubro de 1999 (quarta-feira), estreava nos EUA uma das melhores séries de drama sci-fi que já passou na TV. Roswell inicialmente ia ao ar

Elenco fixo da segunda 
temporada de Roswell
todas as quartas-feiras às nove da noite. Algo que pode ser visto hoje como um "Crepúsculo" da vida, mas que é bem superior e com menos enrolação.

Como o próprio título sugere, a história se passa na cidade onde foi supostamente descoberto um disco voador na famosa cidade do Novo México, em 1947. Fato que ficou conhecido mundialmente como Caso Roswell. Vários anos mais tarde, três crianças são descobertas no deserto e são acolhidas por humanos. Estas três crianças mantem-se unidas em contato e tentam entendem o porquê de seus poderes especiais, ainda que em segredo do restante da civilização.

No mês de setembro de 1999, ocorre um tiroteio onde a bela jovem Liz Parker é atingida. Antes que ela morresse, Max Evans salva sua colega de escola com seu poder. Este é o ponto de partida para os eventos desta série. Passamos conhecer as tais crianças que agora são adolescentes com poderes paranormais. Max vive com sua irmã Isabel (ou Isabele na dublagem) e os dois contam com o amigo Michael Guerin.


Quantos aos seus poderes especiais, Max tem o dom da cura e da telecinese. Além de projetar almas. Já Isabel pode invadir o sonho de uma determinada pessoa ao olhar para uma foto da mesma em questão. Obviamente isso funciona quando a pessoa está dormindo. E Michael tem dificuldades em controlar seus poderes, tendendo a fazer coisas explodirem quando sente raiva.

Inicialmente a série aborda a construção do drama entre os personagens. Já na primeira temporada são definidos os interesses amorosos entre Max e Liz, Isabel e Alex Withman, e Michael e Maria DeLuca. Uma vez que estes amigos de Liz se envolvem com o tal segredo do trio de aliens. O que acaba sendo o pivô do desenrolar da trama.


Da esq. para dir.: Isabel, Michael e Max

Na primeira temporada, a luta é para defender os Max e os outros do Xerife Jim Valenti, que investiga atividades paranormais pelo FBI, e desconfia de Max desde o piloto. Como contraponto, o seu filho Kyle foi o namorado de Liz no começo da série.

E quanto aos aliens do mal? Sim, estes aparecem em meados da temporada inicial e em boa hora. O primeiro dele é um metamorfo que atende pelo nome Nasedo, que é a causa de muita dor de cabeça e perseguição ao Max. A partir daí inicia-se a busca pelo quarto híbrido alienígena que teria vindo com o trio para a Terra. O enredo nos apresenta então a personagem Tess Harding, que seria a rival de Liz pelo coração de Max na segunda temporada.


A série tem bons momentos e sempre apareciam ligações onde acrescentavam algo quanto à origem dos heróis. A segunda temporada foi a melhor de todas e mais completa e na medida certa, tanto no quesito drama quanto no sci-fi. Os novos inimigos eram os aliens Skins, que procuravam caçar os híbridos alienígenas de Antar (o planeta natal dos protagonistas forasteiros). Com direito à um episódio que retratou bem uma batalha final entre as duas raças na Terra. Algo digno a um season finale. Ainda na segunda temporada, o elenco tem uma baixa de um personagem importante na trama.

Infelizmente a terceira temporada teve vários problemas. Pra começar: Roswell migrou da The WB para a UPN em 2001. (Nota: ambas as emissoras foram extintas em setembro de 2006 para formar o canal The CW) A produção de Roswell passou por problemas financeiros e adotou um tom mais realista do que da própria ficção científica. Deixando alguns episódios monótonos e perdendo bruscamente a qualidade. Ainda assim, o final da série teve a pegada que deu origem aos acontecimentos e o final foi algo surpreendente. Um tanto rápida até, mas o suficiente para um desfecho de uma série que marcou uma geração que acompanhou o programa.

Roswell foi o palco de alguns rostos conhecidos das séries mais recentes. Como Katherine Heigl (Isabel) que ficou famosa como a Dra. Isobel "Izzie" Katherine Stevens na seis primeiras temporadas de Grey's Anatomy; A atriz Emilie de Ravin marcou com a gravida Claire Litteton em Lost; e o ator Adam Rodriguez, o Eric Delko de CSI: Miami, entrou para o elenco fixo da terceira e última temporada como Jesse Ramirez - o novo namorado de uma das garotas da trama. Curiosamente, o saudoso ator Heath "Coringa" Ledger fez um audition para o papel de Max Evans.



No Brasil, Roswell era exibido todos os sábados na Fox, religiosamente na faixa das sete da noite. Numa era em que passavam bons programas noturnos nos fins de semana e fazia gosto ficar em casa pra acompanhar. Com reprises no domingo à tarde. As duas temporadas passaram no horário oficial com a dublagem do estúdio paulista Mastersound. E as vozes são bem marcantes na memória de uma época onde série dublada era muito comum também na TV a cabo. A partir de maio de 2001, a Fox passaria a legendar algumas de suas séries veteranas como Buffy, Angel, Arquivo X e Boston Public, com a opção de dublagem nos fins de semana. Quanto ao Roswell, podia-se assistir nos sábados com o áudio original e nos domingos com a então habitual dublagem.

Em 2001, Roswell passou na última passagem da saudosa Sessão Aventura da Rede Globo, sempre às segundas-feiras no terrível horário das 11h15 da manhã sob o horrendo título Arquivo Roswell (Hein?!). A série fazia rodízio com outras séries como Sheena (às terças), Parceiros da Lei (às quartas), Stargate (às quintas) e O Homem Invisível (às sextas). Infelizmente a então nova edição da Sessão Aventura ficou no ar apenas por três semanas - de 2 a 20 de julho daquele ano - e permanece "póstuma" até os dias de hoje. Acarretado pelo descaso que a Globo tem com os enlatados americanos até hoje. (E pensar que a emissora pensa em adquirir séries da Warner futuramente...) Ou seja, nem deu tempo de Roswell despontar popularmente na TV aberta como se esperava e como merecia de fato. Nem ao menos fez uma dobradinha com Dawson's Creek nas manhãs de sábado. Ficou no anonimato da maioria do público brasileiro em geral. A Sessão Aventura foi substituída pelo anime Dragon Ball Z na saga de Majin Boo, onde teve um retorno de audiência por ser uma série dita como "infantil" em horário de programas infantis. (:P)



A trilha sonora de Roswell contou com um bom repertório da musica popular teen americana da época. Como destaque ficam Coldplay, Nelly Furtado, dentre outros nomes. Mas o mais marcante, ou senão a mais clássica/memorável, a música "Here With Me", tema de abertura cantada por Dido.

Roswell pode não ser tão popular atualmente como em seu auge, porém é uma série que merece destaque ao lado de Star Trek e de tantas outras do gênero. Uma reprise na TV seria ideal para a nova geração conhecer essa série bacana.