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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pitaco - Tá no Ar: a TV na TV é o melhor programa da Globo

Marcelo Adnet interpretando um "crítico sem noção" (Foto: Divulgação/Globo)

Nunca tinha comentado por aqui, mas vale a dica de TV. Sabe aquele programa Tá no Ar: a TV na TV, humorístico comandado por Marcelo AdnetMarcius Melhem nas noites de quinta-feira?. Pois é. Não tem Big Brother ou novela Império que chegue aos pés deste programa. A atração é uma das melhores coisas que a Globo fez até hoje. Por que não dizer o melhor programa desta na atualidade? Até mesmo aqueles que tem um certo desdém pela emissora tem que assistir, pelo menos, pela curiosidade. Até por causa das próprias críticas que a Globo faz consigo própria.

A segunda temporada começou na semana passada satirizando os ex-brothers do reality show como se eles estivessem mendigando loucamente para terem fama novamente. Um fato bem curioso por se tratar de uma "autocrítica" que a emissora dos Marinho se permite fazer. No programa de ontem teve uma sátira à novela (que não acaba mais) Malhação. O cenário se passava em Roma Antiga e o tema de abertura era cantado pelo próprio Lulu Santos, cantando uma paródia da música "Assim Caminha a Humanidade". O mais engraçado era a letra que dizia algo como o elenco ter atores ruins e a novela não ter fim.

Tem lá uns quadros que satirizam propagandas, programas de outras emissoras de TV aberta ou fechada, e até mesmo uma sátira ao extinto Casa dos Artistas que aqui virou "Sauna dos Artistas". Mas o que mais chama a atenção é um personagem que o Adnet interpreta conhecido como "crítico sem noção". Tipo aqueles caras que aparecem na internet fazendo protesto contra a Globo e vai chamando de "censora", "ditatorial" e coisas do tipo. É uma coisa que até pouco tempo atrás jamais imaginaríamos ver esse tipo de coisa partir da própria Globo. É sensacional.

Assim como na temporada anterior, Tá no Ar: a TV na TV deve ficar por cerca de dois meses no ar. Bem que Adnet poderia ter um tempo maior, pois o programa é ótimo. Tem as mesmas fórmulas vistas em programas como TV Pirata e Casseta & Planeta, Urgente!, mas com um toque mais irônico. É um prato cheio pra quem é telespectador assíduo da Globo, assiste esporadicamente ou torce o nariz para ela.

Recentemente foi lançada a box da primeira temporada do programa em DVD.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Pitaco - DJ Zé Pedro, pare de dançar no Rebobina, por favor

Alguém aguenta aquelas dancinhas? (Foto: Divulgação/Viva)

É seríssimo. Não tem jeito. As dancinhas do DJ Zé Pedro no programa Rebobina, do Canal Viva, são coisas que matam qualquer telespectador de tédio. No programa desta quarta (21) o apresentador fez outra de suas apresentações.

Ao chamar o intervalo comercial ele saiu aos passos da música "Homem com H" de Ney Matogrosso. Foi uma coisa ridícula e deve ser esquecida pra todo o sempre. Algo absurdamente dispensável. Como se não bastasse apenas chamar o break.

O programa Rebobina é legal sim por abordar temas relacionados à cultura pop oitentista. Que aliás o episódio foi intitulado como "Mulher 80". Como o título sugere, o assunto foi sobre músicas, modas e até programas de TV femininos da época, como o TV Mulher, da Rede Globo, por exemplo. O que mata de vez são uns quadros que vão além do cúmulo do trash.

O pior deles é o quadro Polícia Rebobina, aquele em que os convidados teriam que confessar suas vergonhas à público. Pior mesmo foi saber que Fafá de Belém tinha que usar umas roupas apertadas demais como micro saia como roupa de baixo e uma bota branca.

Ah, produção. Nos poupe, vai.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Pitaco - Rebobina estreia com momentos contrangedores

DJ Zé Pedro e seus convidados do primeiro episódio (Foto: Divulgação/Viva)

Depois de muita divulgação, finalmente estreia no Canal Viva o programa Rebobina, apresentado pelo DJ Zé Pedro. O mesmo que dividiu espaço com Adriane Galisteu nos programas Superpop (1999~) e É Show (2000~), respectivamente nas emissoras RedeTV! e Record. O programa tem como objetivo desenterrar determinados assuntos da gloriosa e longínqua década de 80.

E o primeiro de cinco episódios, que foi ao ar nesta quarta (14), teve alguns momentos acima do trash. O que foi Zé Pedro fazer chamada para o break comercial e começar a dançar de repente o tema principal do filme Flashdance, "Flashdance... What a Feeling" da cantora Irena Cara? Algo estranho. Mais bizarro ainda foi quando em seguida a cantora Silvia Machete jogou um balde com confetes no apresentador. Nonsense puro.

O cúmulo da tosquice mesmo foi um quadro onde os convidados tiveram que fazer confissões (a la polícia) quanto à coisas que eles fizeram na época e tem guardam vergonha nos dias de hoje. Quem caiu vermelho mesmo foi Nelson Freitas quando disse que já usou gravata de croché. Ok, quem precisa saber ou tentar se lembrar desse tipo de coisa? Mico total. Sem contar que a atriz Letícia Spiller ficou visivelmente sem jeito em toda a edição e se perdia em alguns casos. Ela tentava dar uma disfarçadinha, mas não deu.

Fora isso, o programa tem uns pontos legais. Debateu momentos da chamada "geração dourada" e destacou músicas como "Menino do Rio" de Baby do Brasil e filmes com as participações do ator André De Biase, por exemplo - incluindo a série de TV Armação Ilimitada. O problema é que o programa tem duração de meia hora e tudo é muito rápido. Poderia ter o dobro do tempo como foi naqueles episódios especiais do extinto Reviva em 2012.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pitaco - Afinal, a quem os telejornais policiais ajudam?


Com essa foto aí acima, parece até que darei algum sermão. Fazer o quê se eu pego no pé desse tipo de programação, né? Como cidadão e telespectador, tenho mesmo é que expressar o meu ponto de vista. Doa a quem doer.

Já perceberam o quanto esse tipo de programa vem crescendo e inchando espaço na TV brasileira? Talvez até mais que há uns 10, 20 anos atrás. Se duvidar, meu amigo, tem até telejornal local que anda separando uns minutinhos "especiais" para mostrar a realidade dos fatos. Sim, realidade esta que a própria imprensa ajudou a fomentar nas últimas duas décadas.

Não estou dizendo que a imprensa tem parte diretamente com a criminalidade. E sim que antes destes programas ganharem o desmerecido boom, os índices de homicídios/assaltos eram muito menores que as de hoje. A coisa foi crescendo, crescendo, a ponto de Fortaleza ficar no posto de "segunda capital mais violenta do Brasil", há cerca de um ano.

Ou seja, pela lógica, quanto mais violenta for uma cidade ou mesmo um país, mais telejornais sanguinolentos vão surgindo por aí. Haja patrocínios manchados sangue para a divulgar pseuda "luta em defesa do povo" e marginais virando celebridades, ganhando status de privilégio e coisas do tipo. Enfim, é chato demais o cara ter que ligar a TV no café da manhã, no almoço ou no jantar e ter que aturar certas barbáries. Nem perco meu tempo vendo isso. Tenho outros programas mais interessantes pra assistir. Aliás, não consigo ficar nem cinco minutos e me sinto mal vendo esse tipo de noticiário. Tenho nojo disso. Mas tem gente que gosta mesmo é de um bom sangue (inocente) e desgraça alheia, pra apimentar as refeições. Diga se não é?

Pior mesmo é ver as autoridades de braços cruzados e defenderem os bandidos. E ai de quem mexer com eles. A contradição é tão absurda que quem acaba pagando com a vida são os cidadãos inocentes. É preciso urgentemente de uma vigência de leis mais duras contra os criminosos, seja qual idade ele tiver. Enquanto as autoridades competentes não tomarem as atitudes cabíveis, mais "Urgentes", "Alertas", "Barras" e "190"s da vida irão divulgar o crime (para o bem ou para o mal) e vão dominando como um câncer nas programações televisivas, com o intuito de esperar que aconteça alguma desgraça alheia com algum ente querido nosso. Essa é a triste realidade e é preciso mudar.

Entenda: Não sou contra a imprensa deixar de noticiar um determinado fato. Mas sou contra a toda uma exposição e exploração sádica contra a nossa cidadania em rede nacional/local como se fosse um show espetacular. E esses telejornais sabem fazer isso como ninguém. Fato.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pitaco - Clodovil, o "espelho" que falta para Jean Wyllys

Qual seria o posicionamento de Clodovil sobre tolerância religiosa, 
caso estivesse vivo? (Foto: Divulgação)

Antes de qualquer mal entendido que possa vir ao meu respeito, quero deixar bem claro que como cristão que sou tenho profundo respeito pelos homossexuais. Isso é um ato de cidadania do qual fui educado e, logicamente que, não implica em concordar ou discordar. Já tem algum tempo que muito se fala na mídia sobre preconceito contra os gays, mordaça gay, entre outras coisas pertinentes ao assunto na política brasileira. Particularmente, eu apenas observo e não entro em discussão. Embora eu tenha minha opinião pessoal formada.

Um dos famosos que está na bancada dos deputados federais atualmente, e que foi reeleito, atende pelo nome de Jean Wyllys, conhecido por vencer o Big Brother Brasil 5 (em 2005) e por ser ativista-militante das causas LGBT. Até aí, é algo que ele deveria buscar com mais respeito e pudor. Uma vez que ele vem brigando ferrenhamente contra os cristãos numa "guerra" política-religiosa através de ofensas - se formos ver entrevistas pelos quais passou. Nos últimos dias foi vítima de um boato virtual que afirmava que o mesmo teria sido escolhido pela Presidente Dilma Rousseff para representar a juventude e que ele teria dito que "a Bíblia é uma piada". Nenhuma fonte oficial comprova isso de fato.

Se analisarmos melhor e calmamente, falta para Wyllys um referencial, que também era homossexual assumido e não fazia guerra, apesar de polêmico. O saudoso Clodovil Hernandes, que era apresentador de TV e deputado federal, mesmo tendo sido homossexual era contra certos princípios exagerados defendidos por tais movimentos e passeatas. Coisa que ele mesmo já declarou em rede nacional e jamais foi atacado ou acusado de homofobia - em vida - por aqueles que tem a mesma opção sexual que ele tinha. Aliás, há um fato curioso que envolvia os dois deputados. Em uma entrevista que Wyllys deu no início de seu atual mandato, ele havia dito que Clodovil tinha uma "homofobia internalizada". Isso por ele ter sido contra o movimento e nunca ter levado o assunto para a tribuna. Ou seja, houve uma rara contradição de um gay chamar outro gay de homofóbico. Clodovil estava no direito que lhe assistia para expressar sua opinião, sem ofender ninguém. Era a sua maneira de debochar e brincar com sua própria situação, como qualquer brasileiro faz ao satirizar com alguma determinada situação específica.

Opiniões pessoais à parte, eu fico analisando as notícias e pensando o seguinte: Se Clodovil ainda estivesse vivo, seria ele um exemplo a ser seguido e espelhado por Wyllys ou seria ele um empecilho para o ativista, na possibilidade do estilista defender as legítimas causas dos costumes tradicionais da família? Veja bem: uma coisa é a sexualidade de cada pessoa. O que jamais vou discutir isso aqui e nem em lugar nenhum, e não é o teor deste post. Outra coisa seria o posicionamento ético de cada pessoa. Se fizermos um rápido balanço dos dois deputados gays citados, veremos uma distância enorme de compromissos e valores entre ambos, quando os assuntos são família e religião.

Sobre Clodovil, ele era gay, respeitava a moral familiar, tinha sua crença particular em Deus, e já recebeu cristãos em seus programas de TV. A mais memorável foi quando ele recebeu a garota Ana Carolina Dias (que na época foi terrivelmente chamada na internet de "Menina Pastora Louca") no extinto A Casa É Sua, da RedeTV!, e foi carinhosamente chamado por ela de "Tio Clodovil". Como ninguém é perfeito, sobrava umas polêmicas de sua parte, como por exemplo no dia em que chamou a deputada Cida Diogo de "feia". Sobre Jean, começou humilde na TV, teve um certo destaque, apresentou um programa chamado Amigas Invisíveis na Rádio Globo, e só passou a ganhar repúdio dos cristãos quando resolveu trocar farpas com representantes evangélicos, por eles não irem de encontro aos seus ideais pessoais.

O deputado Wyllys está certo em defender a causa dos homossexuais? Se tratando de cidadania, sim. Mas o erro dele está na forma de militar ao fazer imposições radicais quanto a isso. O que o mesmo esquece é que todo cristão, ou qualquer membro de outra denominação religiosa, está amparado pela Lei 7.716, garantida na Constituição Federal. Entre demais ângulos gerais, os cristãos não tem ódio ou preconceito contra os gays. Se há preconceito de algum, este não é cristão ou Cristo não está nele. Por outro lado, vamos nos indagar o seguinte: os manifestantes de tais movimentos não deveriam ter uma ponderação quanto ao respeito ao próximo? Se eles querem ter respeito, ok. É direito deles e garantido por lei como para qualquer cidadão brasileiro. Não há mais o que acrescentar e discutir. Já podíamos encerrar o assunto por aqui. Mas precisa ferir símbolos, imagens, santos religiosos e até mesmo a Bíblia Sagrada e a santidade do Senhor Jesus Cristo pra dizer que merecem respeito? Não é por aí. Falando como cristão, tenho liberdade religiosa de crença, mas estaria errado se eu fizesse imposição de minha fé para que outros sejam "obrigados" a crer nela. Isso é ferir a liberdade de expressão do próximo. Concordam? Eu tomo por exemplo a Marcha das Vadias que foi realizada no ano passado durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. Lá quebraram imagens e fizeram todos os tipos de sacrilégios que chegam a serem indescritíveis. Então, foi um "combate" ao preconceito usado por outro preconceito pior. Aí é uma situação constrangedora onde o direito de um começa quando termina de outro.

Ambos os lados merecem respeito e esse "estopim de guerra" é totalmente desnecessário para a nossa nação. Há muito o que ser discutido e debatido para rever os valores e outros problemas a serem resolvidos com urgência. E acredito que Clodovil defenderia a liberdade de expressão entre ambas as partes e acharia esta rixa um absurdo e ridícula demais para ser levantada como vem sendo após a sua morte. Ou ele estaria errado e seria preconceituosamente tachado de homofóbico, sendo que o mesmo era gay? É preciso que se diga que há homossexuais em nosso país que são contra a libertinagem promovida por estes movimentos, e estes mesmos homossexuais buscam suas dignidades de cidadania de forma pacífica e não-agressiva/apelativa.

Não sou lá um grande fã do Clodovil, mas sempre o admirei pela seriedade e inteligência que ele tinha quanto à certas realidades no Brasil. É um camarada que faz falta, tanto na mídia quanto na política. Como parlamentar, criou leis sérias como a obrigatoriedade de divulgação antecipada de materiais escolares para matrículas, criação do Dia da Mãe Adotiva (homenagem à sua mãe adotiva) e a menção do elenco de dublagem nos créditos finais de obras audiovisuais referentes. Se ainda estivesse vivo e fosse eleito, acredito que ele criaria leis de maior relevância para a sociedade e seria um grande trunfo na Câmara dos Deputados FederaisClodovil tinha bons programas na TV e isso é incontestável. E era impossível de não rir de algumas polêmicas que ele fazia com seu jeitão independente e escrachado. Um dia ele até calçou - forçadamente - as tais Sandálias da Humildade, do pessoal do Pânico. Lembram? Mas em toda a sua vida pública nunca bateu de frente contra religião alguma, embora sempre houvesse divergências eclesiásticas.

Isso é o que falta em Jean Wyllys. Além da humildade, ele precisa ter paciência e flexibilidade e ser mais tranquilo e menos extremista para chegar num diálogo pacífico e sem desavenças, onde o cidadão cristão e cidadão homossexual sejam respeitados civilizadamente e não haja baixaria gratuita. Uma coisa é opinar e outra é fazer acepção de pessoas.

Direitos iguais para todos. Isto chama-se democracia.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Pitaco - Tiririca e seu humor genial no Horário Político

"Que "bifões", bicho." (Foto: Reprodução)

Depois de um longo período eleitoral, a coluna Pitaco está de volta pra falar sobre alguma coisa ou outra relacionada ao mundo paralelo (e atípico) da nossa cultura pop. Não sei se você teve paciência pra assistir ao Horário Político. Particularmente não tive muito tempo saco pra assistir. Mas do pouco que me restava para ver na TV, mudava o sinal local para o sinal de São Paulo, na hora da programação estadual (é claro), para ver nada mais e nada menos que o Tiririca.

Falando sério, eu sintonizava mais para vê-lo fazer graça mesmo. Aliás, quem é que não gosta de ver suas palhaçadas, não é verdade? Só em a gente ver a cara dele, já dá vontade de rir à beça. Aqui o Tiririca fez o que sempre soube fazer de melhor - como humorista: matar o povo de risadas/gargalhadas. E logo em um horário em que costumeiramente muitas pessoas tem desligado a a TV com mais frequência e descontentamento às promessas que são feitas em todo santo período eleitoral do que em anos anteriores. 

Dá pra perceber que Tiririca investiu mais pesado na campanha desta vez. Como diferencial, ele começou imitando rei Roberto Carlos parodiando a música "O Portão". Com direito à uma referência ao Friboi. Sensacional. Uma das melhores performances do cearense, embora tenha sido dublado ao cantar. Houve um momento em que o palhaço também foi dublado ao imitar o Pelé. Nada que não nos fizesse arrancar umas boas gargalhadas. Como prestação de contas ao eleitor, Tiririca foi criativo ao brincar com situações como conhecer "Brasília" (simbolizada pelo carro de mesmo nome), ocupar uma "tribuna", lutar pela "bandeira dos cornos", e até com as repressões pelas quais foi questionado após ser eleito em 2010.

Foi uma boa ver o Tiririca novamente no meio humorístico depois de tanto tempo, mesmo que sendo de passagem para uma campanha eleitoral. Bem que ele poderia retornar aos palcos e tal, mas agora sua empreitada é outra. Quem sabe o veremos naquele comercial de uma famosa campanha publicitária de sucesso, já que as eleições para os deputados já acabou, né?. Certamente o palhaço está liberado pra isso.

Se você não viu ainda ou quer ver de novo, confira os vídeos do Tiririca em campanha neste ano e se bula de rir. Vale a pena ver todos, "abestado!":
 
 
  
  
  
  
 

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A pior música de todos os tempos da última semana


Alguém aí já ouviu no rádio a música "Bilu Bilu"? Se não ouviu, parabéns. Você é uma pessoa feliz. Se já, bem vindo ao clube. (rsrs) De qualquer forma, ouça aqui. A música do cantor de tecnobrega chamado Pablo, também conhecido como "A Voz Romântica" (quem?!), é a PIOR música das paradas de sucesso atualmente. Não sei se aquilo dá pra ser enquadrado no rol da "periferia" sertaneja da atualidade. Mas o ritmo lembra muito o gênero. A melodia é até engraçadinha e você acha bonitinha no começo. Mas quando vem o refrão, meu cumpadi, você não sabe se ri ou se chora e loga dá uma vontade de rebolar uma banda de tijolo no aparelho de som que tiver tocando esta praga.

"Bilu Bilu" é uma daquelas música chiclete que entram na cabeça do ouvinte sem pedir licença, que chegam a atormentar o mais fundo do subconsciente nos momentos de extremo sossego. Cá pra nós: a letra é pobre de criatividade, não tem sentimentalismo sequer, poetismo zero, é feita pra ganhar dinheiro nas coxas, e daqui a 20-30 anos jamais será lembrada como grandes clássicos do passado que perpetuam há várias décadas em boa parte das emissoras de rádio.

O refrão começa assim: "Como criança em seus braços/Eu me sinto um rei de sangue azul/Gosto quando encosta em meu nariz e faz/Bilu bilu bilu bilu". E daí vem junto toda uma repetição de um tal de "bilu bilu bilu bilu" pra lá, "bilu bilu bilu bilu" pra cá, desculpa pra dizer "bilu bilu bilu bilu", carência depressiva pra mais um "bilu bilu bilu bilu"... Ah! Isso é de infartar fulminantemente ou estourar o cérebro até do mais renomado dos compositores da música brasileira.

Em off, eu digo sempre que tenho oportunidade pra falar que não existe mais romantismo nas músicas brega e sertanejo. O motivo são os mais óbvios possíveis. E o tal sucesso de Pablo é um exemplo da decadência musical no Brasil e do jeito que descrevi. Se há quem queira me provar o contrário, eu convido para escutar uma maratona da minha coletânea destes gêneros das antigas. Música romântica de verdade é aquela que fala sobre fio de cabelo no paletó, sobre as paredes azuis, sobre o convite inesperado de casamento, sobre o cara que não aprendeu dizer adeus, e por aí vai. Pena que os mais jovens nem fazem ideia de que músicas são essas ou quem as cantam, né?

A diferença de qualidade é gritante em todos os sentidos. Uma lástima.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Pitaco - A estreia de Fabiano Cavalcanti na FM 93 foi acima do ótimo


Neste domingo (3) o locutor cearense Fabiano Cavalcanti estreou em nova casa. Da Jangadeiro FM (88,9 Mhz de Fortaleza) passou para a FM 93, onde agora apresenta o programa O Som do Rei. Para quem nunca ouviu falar, Fabiano é o maior expert sobre o rei Roberto Carlos aqui na capital alencarina. Sou suspeito pra falar, pois ele é amigo deste blogueiro e da família. Já é tradição da casa (a minha, né?) escutá-lo nas manhãs de domingo. Nas primeiras edições da coluna Pitaco, escrevi sobre ele (leia mais aqui).

Fiquei surpreso ao saber da mudança de emissora. E onde quer que Fabiano vá, sempre terá o ouvinte fiel aqui pra ouvir seu programa. Acordamos cedo pra conferir a estreia desde o primeiro minuto. Pontualmente às 4h56 da madrugada começava O Som do Rei.

A vinheta-jingle é a mesma curtinha de anos atrás. Começava então o programa com a mesma montagem de abertura que acontecia na Jangadeiro. Resumindo, o programa teve o mesmo formato que seguia antigamente. Mesmo carisma, mesma simpatia, mesma alegria. E isso nunca pode mudar, pois são estas qualidades que Fabiano possui para conduzir o programa dedicado ao Roberto. Senti falta apenas da vinheta dos gritos de galera, pois esta é um material próprio da Jangadeiro. Isso é o de menos.

Fabiano recebeu as felicitações de Samantha Marques, que apresenta diariamente o Disque e Toque nas manhãs da 93 há 28 anos. Samantha também apresentava o Som do Rei apenas em passagens gravadas. Também recebeu as saudações de seu amigo Dudú Braga, o filho do rei e que apresenta o programa As Cancões que Você Fez pra Mim há 12 anos nas manhãs de domingo na mesma emissora. Curiosamente, os dois competiam na faixa dominical das nove às dez da manhã. "Competir" seria uma definição um tanto agressiva. Afinal, os dois são amigos e ambos apresentam programas sobre Roberto Carlos. Não há rivalidade entre eles, muito pelo contrário. Agora o fã do rei e o Segundinho formam uma dupla imbatível.

Torço pra que Fabiano faça o mesmo sucesso na nova emissora. A tendência é multiplicar a audiência. Isso porque a 93 já tinha seus ouvintes fieis aos domingos de manhã e agora poderão conhecer melhor a condução de Fabiano na programação. Sem contar que os ouvintes que o escutavam na Jangadeiro já migraram pra lá deste o último fim de semana. A audiência será mais que uma pancada.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pitaco - Uma breve passagem pela Verdinha

Durante as férias neste período da Copa do Mundo, parei pra "espiar" um pouco a programação da Rádio Verdes Mares, ou simplesmente Verdinha (AM 810 Khz em Fortaleza; canal 412 na SKY) e ficar à par das mudanças que aconteceram na emissora de uns meses pra cá. Já comentei na coluna sobre mudanças no jornalismo e sobre a aquisição de Doni Littieri (também voz-padrão da Rede Recordna locução padrão das chamadas de programas.

Então vamos lá. O locutor Ênio Carlos está de licença, por está impossibilitado de apresentar o Show da Manhã por conta de uma virose braba. Em seu lugar está Marilena Lima, antiga repórter de programas policiais como Barra Pesada e Rota 22. Marilena começou meio que tímida no matinal. Normal no começo. Mas ela está se soltando e conquistando o carinho dos ouvintes. Ela ainda pleiteia uma vaga para um programa próprio na estação. Seria ótimo para ela, já que está há tanto tempo fora da mídia cearense.

Outra aquisição do programa, mas que já está há mais tempo, é o jornalista Antônio Bonfim Neto. Antes ele era contra-regra de alguns programas da casa. E desde o final do ano passado, apresenta o quadro "As Bombas do Bonfim", que nada mais são que notícias (ou fofocas) sobre artistas. Não é uma grande atração do programa, mas vale pelo carisma do Bonfa.

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Mudanças nas "Garras"

Eu comentei há um tempo atrás que a versão televisiva do humorístico Nas Garras da Patrulha precisava urgentemente de mudanças na TV Diário. Ainda "respira por aparelhos" e precisa inovar e renovar os quadros de lá. Na versão radiofônica a coisa é diferente. Mudaram vinhetas de abertura, inserções, passagens e ganhou uma de encerramento. BGs novos, quadros novos, mas sem perder os lances de improvisação e os eventuais "casos de polícia".

Durante o período da Copa, o carro-chefe mesmo do programa vem sendo o quadro Mesa Quadrada. Quem dão um show à parte são os humoristas Ery Soares (Tizil, Marcelo Revende...) e Cléber Fernandes (Froxilda Fofolete, Danduska Tsunami...), imitando os locutores esportivos da Verdinha. Me bolo de rir sempre com Cléber interpretando o Sérgio Coqueiro (paródia do locutor Sérgio Pinheiro) e o Come Farinha (paródia do Gomes Farias). É demais!

O único problema é que as participações do Djacir Oliveira ficaram menores. Deixando-o apenas para os quadros das histórias e no final com a aparição do seu clássico personagem Atrasadinho no final do programa. Ah, pelo menos aquele quadro d"Aquelas Duas..." voltou depois de tanto tempo. Poxa, até o BG do quadro tá velho! kkk...

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Na Rota do Crime

Antes de existir os fatídicos e bisonhos programas policiais na TV, já existiam programas do gênero no rádio. Certo? Pois bem, finalmente parei pra ouvir o programa Na Rota do Crime, que trouxe "das cinzas" o jornalista Tadeu Nascimento.

Coincidência ou não, o título é igual a de um programa policial da extinta TV Manchete. Tadeu voltou no final do ano passado, após quase 10 anos afastado da mídia local. A última vez, até então, era no Rota 22 da TV Diário.

E o que dizer do programa? Um tédio! Haja paciência pra ouvir notícias de quem morreu, quem matou e coisas do tipo. Se ao menos fosse um programa com histórias policias e com aquele "romantismo" que havia antigamente no rádio, até valeria a pena. Mas o programa é basicamente composta por repórteres espalhados no interior do Estado e vivem contando as barbaridades que rolam por aí. Nada se salva e nada é interessante no programa.

O engraçado é que Tadeu, que foi também o primeiro apresentador do Barra Pesada, começa dizendo coisas como "Bom dia. Mas um bom dia mesmo" e lá vai notícias sobre sangue. Aí eu não aguento!

Tadeu pode não ser um grande nome do rádio e da TV cearense, mas é um bom profissional. Ao menos ele tem um certo carisma pra programas assim.

PS: No mesmo, tem um repórter com uma voz, um tanto... digamos, "sensual". Cês precisam ouvir, mas não vou falar quem é não. Descubram vocês mesmos! Hehehe!...

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Gereba rules

Durante os jogos da Copa, o programa João Inácio Jr. estava começando mais cedo. Ao meio-dia. Tinha dias que não ia ao ar, o que é normal nesse período. O programa do homem do grito "Ô bafulê!" não mudou absolutamente quase nada. Continua praticamente a mesma coisa.

Agora, quem não mudou mesmo -- e tão cedo vai mudar -- é o Seu Gereba (Caso não saibas, o personagem é feito pelo próprio apresentador). Não sou fã dele, mas vou confessar uma coisa: não contenho os risos quando ele começa a falar. Tá certo que ele fala umas abobrinha e passa da conta, mas o jeito como ele chega é engraçado demais. Caramba, as mesmas besteiras de 4-5 anos atrás tão lá. Não mudaram.

A verdade é que Seu Gereba só vai sair do programa quando João Inácio se aposentar. É carne e unha. Ou isso é óbvio demais?

PS: Pra variar, tem lá uma locutora com uma voz parecida com a da Regininha Duarte (que foi do programa e também apresenta um famoso programa imoral na TV Diário), só que a voz da moça é mais grave. Estranhei...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Pitaco - Edir Macedo e o seu incoerente "Jejum da Copa"


Edir Macedo, "bispo"-fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e dono da Rede Recópia Record, nos surpreende com mais um momento de incoerência. Há alguns dias atrás ele propôs um "jejum de informações". Trocando em miúdos, o "Jejum da Copa".

Macedo costuma estimular seus fiéis a fazerem o Jejum de Daniel de tempos em tempos. Diferente do herói bíblico, ao invés de abstinência de comida, há uma abstinência de informações. Tipo: TV, rádio, revista, jogos, internet, etc.

Ele foi bem além ao pedir esse tipo de coisa num período em que é necessário se atualizar constantemente. Não apenas pelos resultados dos jogos, mas sim pelas possíveis ondas de manifestações e falta de segurança que rondam pelo país desde as vésperas do evento.

Outro dia eu parei pra ouvir uma pregação dele na Rede Aleluia onde o mesmo explicava sobre o tal propósito. Macedo disse que gosta da Copa e de futebol. Só que como é uma Copa do Mundo, seus fiéis deveriam deixar de se informarem das coisas do mundo e do que acontece no mundo para se ligarem nas coisas espirituais.

Agora falando como cristão, Jesus passou 40 dias em jejum e andou pelo deserto -- onde foi tentado pelo demônio. Se desligando assim da civilização. Isso porque havia um propósito de Deus para Seu Filho, já que Ele veio à Terra para fazer o grande sacrifício pela humanidade na cruz do Calvário.

É salutar um jejum de alguma coisa ou ocupação para alcançar algum propósito. Isso depende muito da fé de cada um e de como a pessoa se relaciona em comunhão com o Senhor. Para nós, que precisamos estar atentos a qualquer informação importante, não precisamos entrar nesse tipo de redoma para "mostrar santidade". Esse não foi o caso de Jesus, pois foi algo bastante específico e profundo como citei acima.

Enfim, o propósito de Macedo não me convenceu. Parece mais uma disputa acirrada contra a Globo pra ver quem ganha em audiência. Já que a "toda-poderosa" emissora transmite Copas há tempos. Daí eu pergunto, meu amigo e minha amiga: pode-se assistir a Record durante esse jejum?

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Um "inocente" tirado do ar

Há algumas semanas atrás, a justiça tirou do ar a propaganda do Bom Negócio com a participação do Compadre Washington, ex-É o Tchan!, por reclamações de algumas mulheres que se sentiram ofendidas pela expressão "ordinária".

E como perguntar não ofende, por que só agora que reclamaram disso e não lá nos idos dos anos 90, quando o grupo estava no auge dos rebolados e ecoava a tal expressão na boca do povão? Tá certo que a propaganda era engraçada pela frase "Sabe de nada, inocente!". Mas tipo, essa reclamação soa como mais um protesto atrasado em véspera de Copa.

Será que só agora que o cidadão brasileiro tá acordando pra vida? Duvido muito. Tem muita porcaria tocando nas paradas de sucesso e ninguém se une pra apedrejar um "Lepo-Lepo" da vida. Fato!

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Por favor, salvem os parques dos funks medíocres!

Falando em música, já repararam que ultimamente, onde se passa nas ruas, a maioria das músicas que tocam por aí é sempre um funk chato, daqueles de duplo sentido? Outro dia eu passava perto de um parque de diversões e lá só tocava funk -- e da pior estirpe. Daí me bateu uma falta das boas músicas que tocavam nos tempos de infância. Tipo, um Balão Mágico, um Trem da Alegria, por exemplo. Isso é o que combina com o ambiente, independente de época.

Antes que alguém diga que é "nostalgia" de minha parte e que "os tempos são outros", eu digo que é questão de qualidade e bom senso. Não dá mais pra aturar essa ritmo musical tão medíocre.

E acreditem, o funk carioca já foi melhor nos distantes anos 80 com baladas românticas, por exemplo. Isso mesmo! Havia também o funk favela que tem lá umas batidas, mas tinham histórias boas e tal. Essa não tem o melhor ritmo, mas foi daí que surgiram umas imoralidades nos anos 2000. Infelizmente quase ninguém lembra disso ou tenta fazer uma comparação de qualidade. E há quem defenda uma Anitta ou um Valeska da vida, dizendo que esse o atual funk é "cultura".

Bem, se for pra sair de casa pra ouvir um "pancadão" desmoralizado desses em qualquer esquina, prefiro me entocar numa caverna pra todo o sempre ou pegar um DeLorean e ir me embora pro passado.

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Jornalismo matinal no ato da notícia

Mais uma vez tenho que tirar o chapéu para Nonato Albuquerque e sua equipe de jornalistas que se empenham no jornal Primeira Edição da Tribuna BandNews FM (101,7 Mhz de Fortaleza). Na semana passada houve um dia de paralisações de varias categorias na cidade, principalmente dos motoristas de ônibus. Em meio as confusões que aconteceram (também por parte de vândalos que se infiltraram em uma destas), vários jornalistas se espalharam por vários pontos da cidade. Os apresentadores tiveram o auxílio direto dos ouvintes via WhatsApp. Parabéns por nos proporcionarem um genuíno informativo, não só nas manhãs, como também durante todo o dia. O bom jornalismo é aquele que presta serviços com veracidade e sem apelar para osescracho da violência urbana.



terça-feira, 20 de maio de 2014

Pitaco - Os clipes do Show da Vida retornam, mas nada de íntegra

Valéria Monteiro entrevista Marina Lima na
 estreia de seu novo programa no Viva.

O Canal Viva completou 4 anos nesta semana e mudou o seu visual, seu slogan ("VIVA, As Melhores Surpresas"), e lançou o seu sinal HD. Uma de suas novidades para esta época do ano é a estreia do programa O Show da Vida é Fantástico.

Este novo programa, que foi lançado na segunda-feira (19), é apresentado pela lendária jornalista Valéria Monteiro. Ela esteve um bom tempo na bancada do Fantástico e foi a primeira mulher a apresentar o Jornal Nacional. Agora ela volta à TV com esta novidade.

O programa em si tem uma ótima iniciativa: resgatar os clipes antigos que passavam semanalmente na revista dominical da Globo (nas décadas de 70, 80 e 90), e entrevistar os respectivos cantores dos mesmos pra falarem sobre os bastidores das produções.

Acompanhei a estreia e o projeto é bem legal. Porém falta uma coisa que acho importantíssima: a exibição integral de cada clipe. Pelo menos foi assim na estreia onde Valéria entrevistou a cantora Marina Lima e apresentaram partes do clipe "Uma Noite e Meia". Em uns momentos apareciam o clipe, outros o clipe em um monitor (com design memorável aos antigos tubos), em outros Valéria, em outros Marina, e assim por diante.

Acho que precisaria apresentar o clipe primeiro e depois lançar a entrevista, ou vice-versa. Eu esperava ver os clipes do início ao fim, do jeito que foram mostrados na época. Mas não tiro o mérito do programa. Em si é interessante e tem futuro na programação do canal. Ainda é o início. Pode ser que o programa seja esticado no futuro. Assim espero.

Vale a pena ser assistido!

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Fora do foco jornalístico

Alguém aí de Fortaleza ouve a Edição da Noite na Tribuna BandNews FM com o Fernando Graziani? Eu paro pra ouvir de vez em quando. É meio que um teste de resistência, pois de um lado há o carisma da jornalista Delane Ratts, e do outro o Graza que sempre fala umas abobrinhas no ar. Isso porque ele conta tudo o que acontece no estúdio, tenta associar algo que não tem nada haver com uma notícia específica e por aí vai.

Outro dia ele comentava uma opinião de um ouvinte que disse que a capital cearense deveria ter rodízio de carros, devido aos constantes engarrafamentos. Já o Graza falou que a cidade poderia ter uma "pizza de avenidas". Tem cabimento isso?

O melhor mesmo foi numa outra vez em que ele lia as mensagens do WhatsApp da emissora, durante uma determinada entrevista, e ele leu a seguinte mensagem "Amor, eu te amo". Rachei de rir! Foi hilário.

Graziani precisa revisar o material que recebe antes de ir ao ar, e focar mais na linha informativa profissional do noticiário. Tá certo que uma conversa rápida e descontraída durante o programa é até legal, desde que não saia do foco dos temas.

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Rádio improvisada

Zapeando umas estações, parei na Líder Gospel FM (do mesmo grupo da TV Metrópole de Caucaia-CE) de manhã cedo e me deparei com um programa musical com o mesmo nome de um que passa na Verdinha AM: Show da Manha. O programa original da faixa AM é comandado por Ênio Carlos e está há mais tempo no ar do que o programa da Líder. Mas poxa! Tá na hora das estações, principalmente as pequenas como a Líder, criar uns títulos mais criativos. Esse negócio de "Show disso" ou "Show daquilo" tá furado há tempos. Vamo inovar isso daí, né meu povo?

Ainda sobre a estação há um programa religioso no meio da manhã que inicia dizendo que é "líder em audiência". Duvideodó! Eu sei qual emissora é líder em audiência em Fortaleza atualmente. Mas é papo pra outro dia...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pitaco - Viva e as infindáveis reprises do Chacrinha

Alô alô, Terezinhaaaaa!!!

O Canal Viva está reprisando mais uma vez o Cassino do Chacrinha. Não sei se já comentei alguma vez, mas curto demais esses programas trash dos anos 80. Pena que não estou tendo muito tempo pra assistir desta vez. Vejo algumas partes aqui ou acolá quando sobra tempo. Enfim, é sempre bom (re)ver as coisas daquela década. Tem lá umas boas atrações sim e outras bem toscas que são pavorosas.

Bem, o programa de auditório, que era alegria das tardes de sábado de muita gente nos distantes anos 80, pode ser visto até este mês. Bem, o grande problema é que o Viva vive exibindo os mesmo programas reprisados em 2011 e 2012. Ou seja, os que originalmente passaram entre o final de 1987 até junho de 1988 -- o mês em que morreu o Velho Guerreiro. O que gera uma grande reclamação dos telespectadores e com razão. Principalmente por ter alguns com a intermediação do João Kleber nas últimas edições, o que não é problema nenhum.

O canal da Globosat nunca se pronunciou quanto a isso. Mas com certeza deve ser os direitos de imagem de algumas atrações. Seria uma boa ver os programas mais antigos e sair das reprises das reprises. De qualquer forma é sempre bom dar uma olhada e ver que certas coisas na época eram bem melhores do que hoje. Outras não. A começar pelo repertório musical...

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Prova de funk

Falando em música, o que é aquela prova que tinha uma questão com uma das músicas da Walesca Popozuda? Sério mesmo que o professor a chamou de "grande pensadora contemporânea"? Ele diz que é pegadinha, mas como fazer a exaltando assim? Não tem jeito. Walesca que me perdoe, mas com um funk desses ela não chega nem aos pés de um Vinícius da vida, por exemplo. Verdade seja dita.

PS: Ah, você talvez não deve ter visto a prova, né? Não vou colocar a foto pra não estragar o visual da coluna. Mas veja neste link, se tiver coragem pra rir ou chorar. Tristeza é pouco!

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Notícias do Décio

Esses dias eu parei na Rede Brasil e vi o Décio Piccinini em seu programa Curtas & Quentes. Um formato simples que fala sobre notícias das celebridades, mas que não é chato. O ex-jurado do Show de Calouros salva com sua simpatia e bom humor. As vezes não chega a ter cara de fofoca.

Outro dia ele fez um comentário sobre o afastamento da Rachel Sheherazade do SBT e disse que, mesmo não a concordando, ele defende o direito dela se expressar e dizer o que quer. Filosofia de Voltaire que deve ser respeitada por todos os partidos políticos desta nação. Nota 10, Décio!

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Falando em Sheherazade...

O SBT pegou de surpresa ao proibir a jornalista de emitir suas opiniões. Lamentável, pois o próprio Silvio Santos havia garantido que ela continuaria a falar o que pensa. Deixem a mulher trabalhar e não cedam às tentativas de censura!

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As "Garras" precisam de um tempo

Fazia um tempinho que não via um episódio do programa Nas Garras da Patrulha, da TV Diário (canal 22 UHF, Fortaleza-CE). Acho que há vários meses. Olha, gosto muito do programa e da competência dos redatores, humoristas, e dos bonequeiros do Circo Tupiniquim. Mas não seria a hora das Garras dar um tempo pra sair do ar ou renovar seria a alternativa?

Isso porque o programa está empacado nos mesmos personagens, nos mesmos quadros e nas mesmas piadas. Já se foi o tempo do auge nos anos 2001-2002, o que até merecia umas dignas reprises. Foi o melhor momento, quando tinha o Hiran Delmar e o saudoso Paulo Lélis no elenco. Acho que o que salva mesmo hoje são os personagens Marcelo Revende e o Tizil, do humorista Eri Soares. Mas é bom mudar o rumo de vez em quando.

O mesmo vale para as Autarquias do Humor, atualmente do Delmar, para não cair na mesmice. Ou melhor, já caiu, né? Elenilson Júnior que diga...


4:15, 4:15... É hora de renovarrrr...
la, la, la, la, la...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pitaco - Joranalistas! Deixem a Sheherazade falar


Na terça-feira, dia 4, a jornalista e apresentadora do SBT Brasil Rachel Sheherazade fez um comentário que incitou a ira de vários jornalistas conservadores quanto ao caso de um meliante que foi capturado por cidadãos e foi linchado e preso num poste pela população. 


Como já falei aqui na coluna, ela é alguém que faltava para a TV brasileira (em meio a tantas porcarias) e que ela representa o povo. Continuo com a mesma convicção depois do caso. Tá certo que ela foi infeliz ao fazer uma afirmação, aparentemente, "a favor" da violência. Mas não foi bem isso que ela quis dizer. Na realidade, ela se referia à falha da Justiça e à omissão do Estado em resolver tais casos. Nisso ela tem razão e ninguém tem o direito de calá-la. Isso é liberdade de expressão. E ela, assim como a oposição dela, tem o seu direito de discordar, havendo respeito. Até porque, acredito eu, nenhum destes foram assaltados e nada fizeram para se agirem contra a situação calamitosa que aí está no país com a Rachel faz em suas críticas. O povo tá cansado de ver bandido cometer crimes hoje e ser solto amanhã.

Se depender de Silvio Santos, Rachel não sai tão cedo do SBT. Apesar do fator "audiência", ela merece sim o espaço que tem. Muitos queriam estar no lugar dela e não teriam a coragem que ela tem diante a vários problemas instalados no Brasil.

Rachel, continue opinando e deixe quem quiser falar!


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Novela do Viva

O Canal Viva resolveu adiar a reprise da novela A Viagem para julho. Isso atendendo aos pedidos dos telespectadores que queriam assistir a novela no horário da tarde. Então, quem substituirá a novela Água Viva a partir de abril no horário da meia-noite será Dancin' Days, de 1978. Sendo futuramente a novela mais antiga a passar na emissora.

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Novelas da Globo

Falando em novela, a Globo muda a partir de segunda-feira (17) a programação da tarde. A Sessão da Tarde toca de horário com o Vale a Pena Ver de Novo, com a novela Caras & Bocas, e vice-versa. Com isso, emendando com Malhação e a novela das seis. Até parece que a Globo só vive disso. Aliás, vive. Né?

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Troca-troca de estação

Em Fortaleza, na última segunda-feira (10) a Rádio Fortaleza -- emissora da Câmara Municipal -- saiu do ar e foi substituída pela Canaã FM, emissora da Assembleia de Deus Canaã e do Pastor Jecer Goes. Até aí, nada demais. O problema é que já é a terceira vez que a Canaã muda de estação. Quanto tempo ela aguenta no novo dial?


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Datena x fãs de Bieber

No final de janeiro, o Datena fez algo que todo fã anti-Justin Bieber queria fazer. Destruir um disco do rapaz em rede nacional. Não sou de dar audiência pra ele, mas tiro o chapéu pra o que ele fez. As fãs do pirangueiro canadense xingaram o apresentador do Brasil Urgente da Band. Mas ele ficou pasmo ao saber que tem muitas garotinhas iludidas que ainda defendem o rapaz, mesmo depois de ter feito molecagem no EUA e até aqui no Brasil. A verdade é que Bieber não merece o amor de nenhuma delas. É um falso romântico e nunca esteve nem aí pro povo. Mas vejam aí que cena maravilhosa:

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pitaco - Começou o Big Bordel Brasil! Salve, Salve...


Enfim, mais uma edição do pavoroso reality show Big Brother Brasil está no ar. Não sou de dar audiência ao BBB, pois eu sou da opinião de que o programa é um lixão na TV. Há quem queira defender essa praga abominável. OK, respeito. Confesso que já assisti os finais das duas primeiras edições em 2002, e só porque era a coisa do momento. Pra falar a verdade, eu nem me interesso em assistir a isso. Já tentei ser assíduo no BBB 5, por causa da modelo cearense Natália Nara. É que antes ela era VJ na TV União, aqui em Fortaleza -- e este não perdia um programa da moça. Hehehe! Mas realmente é insuportável. Não dá. O inferno é logo ali depois da novela das nove.

Pelo que eu li na internet (não precisa nem acompanhar na tela pra saber o que se passa), o reality vai ser mais obsceno do que o normal. Ora, com participantes que já passaram por pornografia, prostituição, e até masturbação via web (!), o que se pode esperar de uma coisa dessas? Bordel e sodomia explícita em pleno horário nobre. Nem perco o meu tempo. Eu tenho mais o que fazer e assistir à noite na TV.

O fato é que o Big Brother nem deveria ter chegado ao Brasil. É um câncer que aparece na TV de verão em verão. Como a praga tá feita, o programa deveria ter saído do ar há muito tempo. A Globo não consegue render a tão "sonhada" audiência que tinha nos primeiros anos do BBB, e ainda teima. O povo tá cansado disso. Agora com todo o apelo sexual escrachado na próximas semanas, o negócio pode dar um up para os "secões" de plantão. Pra frente é de mal a pior...

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Titular-substituto

Na Verdinha AM, o apresentador Paulo Oliveira esteve de férias entre meados de dezembro e janeiro, e quem esteve no seu lugar foi o deputado Edson Silva, famoso pelo -- carrasco -- telejornal policial Cidade 190 na TV Cidade (afiliada à Rede Record aqui em Fortaleza). As vinhetas ainda eram do titular, mas o formato foi todo do substituto! É muito estranho ligar na estação pela manhã e ver tudo mudado da noite pro dia. O clima era muito sisudo e mal se escutava uma música. Olha, eu não sei como foram os números da audiência, mas deve ter caído um bocado pela falta de carisma e irreverência de Silva. Tá certo que não precisa seguir à risca a mesma maneira, mas ao menos fazer algo que se assemelhe ou se aproxime da fórmula que o Paulo vem apresentando. Não precisaria ser exatamente igual.

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Falando no tinhoso...

Há umas duas edições, eu havia comentado aqui na coluna sobre o telejornal policial Cidade Alerta Ceará e sobre o "show" de sangue e sensacionalismo que é apresentado na hora do jantar, e quase tudo explícito e sem vergonha ou censura. O negócio é tão bizarro de um jeito que a própria reportagem não mede sequer esforços em conseguir um furo de reportagem. Coisa das trevas mesmo. O pior foi na quinta-feira, dia 2, enquanto a equipe "patrulhava", deram de cara com um casal brigando na rua. Como já diz um certo ditado, briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher. Não foi o que fez a repórter. Ela filmou tudo. Caramba, o negócio foi tão bizarro, mas tão bizarro que ultrapassou os limites da vergonha alheia. O velho a ameaçava a cônjuge de morte, falava um monte de palavrão (muitos "pi"s foram esquecidos na edição da matéria) e chegava a tentar estrangulá-la. Isso sem que a equipe de reportagem fizesse nada pra intervir e assim deixar rolar mesmo. (Não é isso que eles querem?) Isso até a repórter tentar conversar com os dois. Tamanha forçação de barra foi que a tal repórter ficou sem jeito pra consertar a situação que ela não tinha nada haver e já tinha se envolvido. No final o senhor tinha prometido à jornalista que não iria mais bater na mulher. (Aí mente!) E a coitada da esposa? Ficou sem graça e quase enterrava a cabeça no chão com todo o constrangimento exposto na TV. Ninguém merece! Não sei se isso foi pra rir ou chorar. De todos os telejornais policiais já vistos por mim, esse é o mais perverso que já se apareceu. A versão nacional do programa apresentado pelo Marcelo Rezende é mais "boazinha" na frente da versão cearense.

Teve também o caso da menina de nove anos que teria sido abusada, que nem quero falar disso. O problema é que no dia seguinte à matéria, o jornal tenebroso saiu do ar por "problemas técnicos". Será que foi por causa dos comentários de Roberto César?

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Mais noveleira

Parece que a Sessão da Tarde vai mesmo pro limbo. Ou pelo menos está suspensa só nesta semana. Depois dos capítulos finais da segunda reprise de O Cravo e a Rosa, agora vem direto a primeira semana de Caras & Bocas. Ou seja, duas novelas no bloco Vale a Pena Ver de Novo! Estaria a Globo pegando a mesma fórmula do SBT ou a tarde será de novelas e mais novelas?

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Colírio

Quer um motivo pra assistir ou espiar na hora de Caras & Bocas? É o colírio chamado Isabelle Drummond, quando tinha apenas 15 aninhos. Confesso que nunca fui fã da novela, mas sempre dava uma escapada pra ver aquela princesinha. Ai, ai... 


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Pare essa Zorra que eu quero descer!

Ainda sobre a Globo, saiu uma nota esses dias que o humorístico Zorra Total vai de mal a pior na audiência. Isso não é novidade, pois ela e mais A Praça é Nossa -- de 10 anos pra cá -- são insuportáveis para assistir de tão tosco. É muita piada sem graça e situações de pretexto pra apelar. A Globo deveria se mancar e antecipar o horário do Supercine, como fazia antigamente, antes do programa ir aos sábados.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Pitaco - Zorro enrolado no "nó da vela"


Alguém já assistiu no Sony Spin a novelinha colombiana do Zorro? Zorro, La Espada y la Rosa foi uma produção colombiana de 2007 e tem 112 capítulos. Tá certo que já tinha passado na TV aberta, foi despercebido e quase ninguém lembra. Esses dias eu finalmente parei pra ver alguma coisa, pois não conhecia nada. De todas as histórias contadas do justiceiro mascarado já feitas até hoje, essa é estranha e ao mesmo tempo interessante. Aqui o Zorro luta contra a tirania de um governador que quer lascar o povo da antiga Califórnia do século XVIII. Até aí tudo bem. Só que o herói de capa preta tem que dividir a cena com vários temas paralelos. Tipo, um soldado que é o "Ricardão" de uma mulher casada, chifre sendo serrado, a amada do Diego de la Vega sofrendo na prisão, cartomante invocando os "ispritos" de adivinhação, conflitos pessoais, lenga-lenga, e tudo mais no melhor estilo latino-americano. O Zorro que é bom pra lutar aparece pouco. Se aparece, é só como Diego mesmo e o resto é consequência. Sem contar que o ator que faz o Alejandro de la Vega (o pai do Diego) parece ser um pouco mais novo do que deveria. Enfim, pra quem é fã inveterado do Zorro talvez possa ser uma boa pedida. E haja paciência pra desamarrar esse "nó cego" até o fim.


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Despedida em início de programa


Uma das coisas mais esquisitas em rádio é deixar de se despedir em um programa que se apresenta. E quem deixa pra se despedir no programa seguinte? É o que acontece na Tempo FM (103,9 Mhz de Fortaleza). Ao encerrar o programa Tempos Dourados às onze da noite, a locutora Alice Maia sempre deixa pra se despedir no programa seguinte, o Para Ouvir, Sonhar e Amar. É a única emissora que eu ouço isso acontecer. Isso é feio pra qualquer estação. Principalmente para uma que é top de linha no rádio local. Se a moda pega...



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Fazendo justiça

Falando no programa Tempos Dourados, pra quem não sabe, esse é o carro-chefe da estação desde a sua estreia há um quarto de século. Lá só toca as baladas românticas nacionais e internacionais dos anos 60, 70, 80 e 90. Sempre que posso, eu paro pra escutar à noite. Já que cresci escutando as mesmas. Poxa! Bateu até saudade das vinhetas antigas, do tempo que eu era moleque. Até hoje ecoa na minha cabeça.


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Fazendo justiça 2

Salvo a gafe, Alice, que era locutora de programas de forró, agora está no local certo e jamais deve sair do segmento atual. Tenho que elogiá-la pela performance em que apresenta o programa e por sua belíssima e apaixonante voz.


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Falta de reconhecimento

Ontem na Retrospectiva 2013 da Globo, no momento em que citavam as celebridades que se foram nesse ano, esqueceram de citar o Valter Santos, o dublador do Camus de Aquário em Cavaleiros do Zodíaco. Sim, pois como ator ele já havia trabalhado em várias novelas da emissora e merecia ter seu espaço na memória do público. Agora não sei o que é pior, se é a Globo ignorar a existência do rapaz ou se são alguns fãs do anime que ignoram a desfeita do canal. Lamentável!


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Duas dedadas de prosa

Na quinta-feira, 19, eu dei uma olhada no quadro Dois Dedos de Prosa do Programa do Ratinho. Eis pra surpresa de todos, o convidado seria nada mais e nada menos que o "Apóstolo" Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Pra quem não lembra, o Ratinho tinha denunciado o ex-IURD por, digamos, explorar a boa fé dos fieis do seu templo com um número excedido de "cascalho" ($$$). Daí Valdemiro entrou na briga e processou o "camundongo" amigo do povão. Pra fazer as pazes, Ratinho convidou Valdemiro pra bater um papo como dois velhos amigos que se conheciam há milênios. Quem assistiu, deve ter notado que a prosa foi extremamente falsa. Coisa de "Coxinha". Duro mesmo foi ver o Ratinho levar tudo como se nada tivesse acontecido e Valdemiro dizer no final da conversa que eles eram como "dois irmãos que brigam e se amam". (?!) Ah, vai. Isso é conversa pra boi dormir. Essa piada foi uma das mais sem graça que já passaram no programa. E os dois dedos dessa prosa fizeram aquele velho gesto indecente pro povão que um dia foi defendido em rede nacional e agora foi esquecido de vez.



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pitaco - Corta pro jornal do sangue!


Se há um câncer na programação da TV brasileira são esses telejornais policiais, vide Cidade Alerta, Brasil Urgente, etc. Estes são fichinha na frente dos telejornais locais, principalmente no estado do Ceará (de onde vos escrevo). A versão cearense do Cidade Alerta bota no chinelo todos os programas do gênero no chinelo! Se duvidar, superou os primeiros anos do Barra Pesada, quando a coisa era bem mais carrasca pra época.

Sabe quando certos canais impõe sangue pra todos os lados na hora do almoço? Pois bem, o "telejornal" apresentado por Roberto César é um daqueles que faz você jantar desesperadamente vendo uma verdadeira sequencia de sanguinolência macabra na TV. O efeito é pior do que assistir a um filme de terror de madrugada. O cara coloca vídeos de acidente de carro, gente se batendo, se matando... Uma loucura. Sem contar que as reportagens são as piores possíveis. Do tipo que mostra ladrão sendo lixado gratuitamente, cadáver no chão e mais umas coisas que fazem vergonha de escrever.

Outro dia, o próprio Roberto reportou numa cena de um crime onde pai e filha foram baleados por um meliante no ônibus. Pra você ter uma ideia da coisa, a matéria durou mais ou menos dez minutos. Fora que ele fazia muita pergunta oca e sem dar o mínimo de respeito às vítimas. Olha que um deles estava à beira da morte. É ou não é macabro? Depois querem passar a tesoura em desenhos que passavam em horários errados. Bem, então cadê a censura pra fiscalizar esse tipo de noticioso sensacionalista, hein? Antes de dizer que esses telejornais são "uma arma em defesa do povo" ao mesmo tempo elas são uma ameaça à sociedade. Um verdadeiro incentivo à bandidagem. Ou você não acha que os caras esperam ansiosamente pra alguma desgraça acontecer e fazer aquela mega reportagem exclusiva que vai prender o público até o final da edição? É via de mão dupla sim e da pior categoria pra arcar com patrocínios. É uma nojeira sem escrúpulos. Coisa do mal! Há quem queira provar o contrário? Se tiver eu tiro meu chapéu.

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Zuada pra todas as ondas

Não é de hoje, mas a maioria das rádios FM daqui só tocam o mesmo ritmo: forró. Tá certo que até uns 20 anos atrás foi mais decente e hoje é prostituído (não tem outro termo) por letras de duplo sentido e coisas indescritíveis. Claro que há outros programas com músicas mais legais como o Amnésia (Cidade FM), Hora do Rush (Atlântico Sul FM) e Fim de Tarde (Universitária FM). Aliás, o último é perfeito pra se ouvir ao cair da tarde. (Recomendo!) Mas infelizmente o apelo maior é pras músicas de "vida curta", feitas pra agradar gringo, e que em nada acrescentam culturalmente. Mau gosto!


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É proibido falar de futebol

Falando em rádio, na segunda-feira a evangélica Nossa Rádio FM (aquela do R.R. Soares) fez uma enquete -- como sempre faz na faixa das dez da manhã -- sobre o que os ouvintes achavam sobre o grupo em que a Seleção Brasileira pegou pra Copa de 2014. A pergunta era um tanto óbvia, se estava fácil, médio ou difícil para o Brasil. Até aí tudo bem. O que acirrou foi quando uma ouvinte mandou uma mensagem dizendo que a emissora não deveria falar sobre isso e que não tinha "nada haver" com o gênero da programação.


Muitos ouvintes foram contra a tal e seguiram respondendo. Até que o locutor Dickson Silva resolveu, na boa, perguntar também se é pecado falar sobre futebol. Pois não é que a mesma ouvinte ligou uns minutos depois e falou no ar dizendo que o problema não era saber se é pecado ou não, e disse que isso "não edifica". O furor dos demais participantes foi maior. Nada demais se falar do assunto, pois é algo do cotidiano e não se pode omitir. Debater sobre futebol pode não ser edificante, mas não influi quando a conversa é de cabeça fria e sem fanatismos. No caso da tal ouvinte, ela esquece que o fundamentalismo e a falta de informação destroem as pessoas.