terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Meu Top 10 de anime em 2014

Assim como fiz no ano passado, escalo aqui uma lista com um Top 10 dos animes que mais curti neste ano. Pretendo deixar esta listagem sempre nessa época pra compartilhar o meu balanço dos que mais me empolgaram/animaram num período inteiro de 12 meses (de janeiro a dezembro). Algumas não tive como assistir por falta de tempo mesmo e tenho uns animes aguardando na fila para dissecar resenhas no futuro. Bem, e que venha 2015 com várias continuações. Então, sigam-me os bons...



10) Sword Art Online II



A segunda metade da temporada foi bacaninha e com um final tristemente lindo. Gostei mesmo da saga do Death Gun, a Phantom Bullet, pela tensão carregada na história. Kirito é um bom personagem, claro. Mas, pra mim, quem leva destaque é a Shinon pela sua história dramática.


9) JoJo no Kimyou na Bouken: Stardust Crusaders



Não é lá o meu favorito, mas curto e me arrepio ao assistir o JoJo. A cruzadas que seus colegas fizeram até o Egito para salvar sua mãe foi cheia de sustos. Que venha a terceira temporada no mês que vem para o desenrolar dessa jornada. Ah, dizer que o Kakyoin e Polnareff são os caras e os meus favoritos da série.


8) Hamatora



Tivemos aí duas temporadas de uma ótima série investigativa, que foi voltada para o lado da ficção científica. Apesar de ter gostado mais da primeira temporada, a segunda foi mais carregada e até mudou o estilo dos episódios. A dupla Nice/Murasaki deixaram saudades e toda a equipe Hamatora são muito bem carismáticos.


7) Aldnoah.Zero



Uma história cheia de mechas e utopia que se resume, basicamente, a um personagem. Slaine é o tipo de anti-herói do ano, sem dúvidas. Que venha mais em janeiro.



6) Buddy Complex



Ainda sobre mecha, foi um dos melhores que já passaram. Uma trama que vai ligando os pontos na medida até o desfecho dos 13 episódios e os dois especiais. Os temas de abertura e encerramento dispensam comentários de tão empolgantes.


5) Ao Haru Ride



Um romance que pintou neste verão. Espero ver uma segunda temporada em breve de Futaba e Kô algum dia.


4) Sailor Moon Crystal



Merecidamente, Sailor Moon precisava de sim de um reboot para fidelizar o mangá de Naoko Takeuchi. Supera a versão clássica com louvor, porém fica atrás apenas da versão tokusatsu de 2003.


3) Cross Ange: Tenshi to Ryuu no Rondo



A maior surpresa de 2014. Um bishojo que passa dos limites da dramatização. Ange e suas companheiras brilham muito mais que os próprios mechas e a saga contra o preconceito social (contra os Normas) é de prender o telespectador na ponta do sofá. Ange merece um prêmio de heroína do ano dos animes.


2) Captain Earth



Mais do que o contemporâneo de temporadas Mahouka Koukou no Rettousei (que foi apontada antes da estreia como a maior aposta da primavera/verão japonesa de 2014), a saga de Daichi Manatsu foi superou os Irmãos Shiba em todos os sentidos. Uma pena que a série não tenha sido tão comentada, mas fica a dica deste blogueiro para dar uma boa conferida. Me deixou saudades.


1) Nisekoi



Todo um mistério em volta para saber quem é a garota que fez uma promessa a Raku Ichijô na infância, vários desencontros amorosos e outros detalhes são o que fazem Nisekoi vencer de lavada neste ranking. É um anime perfeito e excelente para uma comédia romântica. O tipo de série que faz o telespectador se prender na ponta do sofá e roer as unhas. Nisekoi fica em primeiro lugar por tudo o que é e tem de espetacular. Que venha logo o mês de abril para a segunda temporada pra nos fazer rir e nos deixar mais apreensivos. :D

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Roberto Carlos seria o pior cantor do Brasil?

O rei estaria manjado? (Foto: Divulgação/Globo)

Resolvi voltar ao assunto sobre o especial deste ano de Roberto Carlos para discutir um ponto que está um tanto mal-entendido pela net afora. O IBOPE registrou a audiência do especial exibido na terça-feira passada (23) e a Globo teria marcado 28 pontos no Rio de Janeiro e 22 em São Paulo. Um bom número para uma edição que atipicamente foi ao ar às onze da noite e dois dias antes do Natal.

Mas daí você poderia dizer o seguinte: foi a pior audiência dos últimos 14 anos. Em dados, sim. Mas, quanto ao fator popularidade, foi um sucesso absoluto. Afinal, o rei tem o seu público fiel que o acompanha religiosamente todos os anos. E tão cedo as coisas vão virar do avesso da noite pro dia. É coisa que está arraigada na nossa boa cultura pop musical brasileira. Uma tradição que jamais haverá outra igual em tempo nenhum. A explicação para o número ser menor é devida a competição da TV (seja aberta ou paga) com a internet. Principalmente com os serviços on demand (Netflix e similares). Atualmente qualquer grande emissora sofre com estes avanços da era moderna e estas não devem temer quanto a isso, segundo declaração do próprio Boni numa entrevista há alguns anos. E como a Globo não é nada boba, ela também adere este serviço para aqueles que não puderem assistir a um determinado programa da emissora em tempo real. Em outros termos, vivemos no futuro.

Isso de longe faz cair por terra o que alguns jovens de hoje dizem sobre a bobajada de que Roberto não estaria mais "na moda" e coisas do tipo. Aliás, tais comentários assim só mostram que estes que tanto se incomodam com os tradicionais especiais - e com o próprio cantor - desconhecem a obra e a carreira de Roberto Carlos. Sequer pararam para assistir as edições passadas e analisar os pontos positivos e negativos de cada. E ainda por cima não conseguem de jeito nenhum expressar tamanha revolta. Ok pra quem não gosta. Como fã do rei, eu respeito o ponto de vista individual. Gosto não se discute. Mas essa revolta toda e a falta de causa pra tamanha hateria é puro nonsense.

A verdade é que os atuais funks, sertanejos, arrochas, forrós e outros derivados são eternos fregueses do rei. Estão anos-luz de fazerem algo que o supere. Com Roberto, o caso é bem diferente e distante. Seu repertório não se resume à "nuvens passageiras" que fazem sucesso hoje e são esquecidas amanhã. São cantadas e tocadas por inúmeras vezes e há programas de rádio que dedicam semanalmente tributos a ele. Não é a toa que, apesar dos besteiróis do momento, ele continua invicto nas paradas musicais, uma vez que a cada três minutos toca-se uma música de Roberto Carlos. Qual outro cantor conseguiu caminhar até onde ele chegou, não é verdade?

E respondendo a pergunta do título: Roberto Carlos é - inigualavelmente - o melhor cantor do Brasil. Independente de gosto ou contragosto, a juventude deve ao menos saber respeitar/reverenciar esta lenda-mor da nossa musicalidade. Roberto não é qualquer cantor a ser subestimado. Aceitem de boa, bichos.

Chapolin retorna ao SBT em janeiro

Nosso "vermelhinho" volta na semana que vem

Após a recente morte de Roberto Bolaños, em novembro passado, o SBT anuncia a volta do seriado Chapolin. A reestreia acontece no dia 5 de janeiro (segunda-feira) a partir das 13h45. Um retorno merecidíssmo para um clássico que esteve fora do ar por quase dois anos. Ao contrário de Chaves, que está praticamente perpetuado na emissora de Silvio Santos há 30 anos.

Vale lembrar que Chapolin esteve no ar por no site do SBT, competindo diretamente com o Horário Político. Atualmente é exibido também nos canais pagos Boomerang e TBS.

Infelizmente a transmissão será restrita para algumas regiões que não possuem programação local. Vamos aguardar pra que o SBT coloque o nosso polegar vermelho em um horário melhor.

Ultraman Mebius já está disponível no Brasil pela Crunchyroll

Uma nota que passou despercebida nesta correria de fim de ano, mas vale deixar o registro. A Crunchyroll do Brasil divulgou em seu site no último dia 25 a aquisição de novas séries 



J-drama para o seu acervo, como Namae o Nakushita Megami e Mitsu no Aji e a segunda temporada de Switch Girl!! (estrelado pelo ator Renn "Kamen Rider Double" Kiriyama). Dentre estas novidades, o destaque fica mesmo por conta da aquisição do tokusatsu Ultraman Mebius.


Em outubro noticiamos aqui sobre o lançamento nos EUA e demais regiões/países, na parceria entre o serviço e a distribuidora Tsuburaya ProductionsNo Brasil, Ultraman Max está disponível desde novembro passado e não muito longe teremos por aqui também as séries Ultraman Leo e Ultraman 80 (Eighty), através do serviço.


Confira a sinopse da série: 


"Depois de 25 anos de paz, os monstros que já ameaçaram uma vez o mundo atacam novamente. A GUYS, um time de alta tecnologia cujo trabalho é proteger o planeta Terra, não se encontra preparado para esse ataque. Ultraman Mebius, um jovem Herói Ultra enviado da Nebulosa M-78 para vigiar nosso mundo chega para o resgate e derrota o monstro Dinozaur. Porém, essa ameaça ao planeta Terra ainda não acabou. Uma nova equipe GUYS precisa ser recrutada imediatamente para encarar novos ataques. Será que esse time novato se provará capaz de assumir essas terríveis ameaças à humanidade?"

Todos os 50 episódios desta série de 2006 podem ser assistidos aqui.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O anime esquecido de 2014: World Fool News

A partir de hoje começo uma sessão de resenhas de animes recentes, que encerraram há algum tempo e que podem servir como dicas e referências. Sejam estes bons 

ou ruins. Começo falando sobre a série World Fool News. Uma comédia do gênero slice-of-life apresentada durante a temporada de primavera de 2014.

A história se passa em torno da produção de um telejornal que dá o nome ao anime. O protagonista é o jornalista Ichitarou Takashi, que é promovido a âncora deste que é o noticiário mais assistido nos fins de tarde da TV japonesa. Para Takashi-san, o mais frustrante é ter que trabalhar com novos colegas conhecidos por comportamentos estranhos. Além do jornal tratar de notícias tolas e inusitadas. Como o próprio título sugere.

Takashi-san passa então a trabalhar com Kanae Shimohira, uma graciosa e elétrica jornalista que divide bancada do jornal com ele. Além da impaciente produtora Miki Honjou, o diretor assistente Daisuke Maruyama e o jeitoso produtor Takahito Usui. Com o passar do tempo, Takashi conhece cada um e tenta lidar e compreendê-los. Além de manter a responsabilidade de comandar um programa de maior audiência em rede nacional.

World Fool News possui traços que lembram ligeiramente desenhos americanos como O Rei do Pedaço, por exemplo. Não que chegue a ser um humor negro ou algo do tipo. O anime é um leve escracho de situações cotidianas que poderiam um dia virar manchete e ir ao ar a qualquer momento na mídia. Especialmente o foco está em torno da equipe e da convivência de Takashi-san e seu dia-a-dia nos bastidores do telejornal. É um humor simples/agradável que tem o seu valor. Misturando elementos visuais e sonoros da cultura estadunidense e oriental.

Contando apenas com 12 episódios de sua primeira temporada (de apenas 10 minutos cada) World Fool News foi exibido originalmente pela Gunma TV - emissora da província de Gunma - nas noites de quinta-feira, sempre das 22:00 às 22:15. Sua transmissão se deu entre 17 de abril e 3 de julho de 2014. Como carro-chefe da modesta programação de animes do canal, a série ganhou uma reprise direta no mesmo horário, de 10 de julho a 25 de setembro. Para a programação de fim de ano, a Gunma TV exibirá todos os episódios em três dias seguidos, com quatro episódios cada entre os dias 29 e 31 de dezembro de 2014, das 17:00 às 18:00.

No Brasil, World Fool News pode ser assistido via Crunchyroll. Vale a pena dar uma boa e rápida espiada neste que foi um anime menos popular e que passou desapercebido por muitos neste ano que passou.

Mistério de Proto-Drive é evidente demais em Kamen Rider Drive

A aposta está fácil assim

Ainda não é oficial, mas o mistério pode estar muito na vista. Há algumas semanas atrás foi lançado o episódio 0 de Kamen Rider Drive intitulado Countdown to Global Freeze. A história serviu como prólogo da série de TV onde relata momentos antes do incidente. Apesar do pouco tempo do especial e da dramatização do evento em si, o foco ficou mesmo para a atuação do Kamen Rider Proto-Drive, que surgiu impetuosamente na missão fracassada de Shinnosuke Tomari e seu parceiro. Evento que aconteceu seis meses antes dos eventos de Kamen Rider Drive.

Quanto a identidade do herói, nada revelado no momento. Mas tudo indica que Chase/Machine Chaser possa realmente ter sido o predecessor de Drive na luta contra os Roidmudes. Uma vez que foi dublado pelo ator Taiko Katono. Aliás, os sistemas de Proto-Drive e Machine Chaser são similares.

No fim das contas, a identidade do antigo Kamen Rider poderia muito bem ser revelada ali mesmo duma vez. Coisa que vai ficar pros episódios regulares de Drive de uma coisa que está mais que subtendida, apesar de ainda não ser admitido. A aposta tá tão na vista que qualquer um ganha fácil fácil.

Resta saber como será contado o passado de Chase. Isso pode ao menos salvar o suspense e não deixar a graça perder. Nada de desculpas, por favor, Toei.

A Justiceira era cafona com charme

Malu Mader como Diana (Foto: Divulgação/Globo)

Nesta terça (23) foi ao ar o último episódio de A Justiceira, pelo canal Viva. Série policial exibida e produzida pela Rede Globo no ano de 1997. Era protagonizada pela Malu Mader e agitava as noites de quarta-feira durante o outono brasileiro daquela época. Não assistia a série desde então e agora pude ver com mais calma e maturidade.

Era centrada numa equipe comandada pelo juiz Salomão (interpretado por Daniel Filho, que foi um dos criadores do programa) e liderada por Augusta (Nívea Maria). Diana Maciek (vivida por Malu) entrou para a equipe após ter seu filho raptado. Daí ela atua em várias missões arriscadas. Nos últimos episódios teria tido pouca participação, devido a gravidez da atriz. O que causou o fim prematuro da série.

As histórias podem ser meio cafonas. Mas aquilo, de certa forma, foi um diferencial para a Globo, na época. Um desafio de criar uma Kate Mahoney brasileira. Em suma, A Justiceira era uma série com personagens um tanto carismáticos para uma série violenta. Como nada é perfeito, lá tinha o seu personagem patético. Se tratava de Beto (Leonardo Bricio), que era apaixonado por Diana. Sua obcecação por ela era tanta que ao pegar uma mulher qualquer ele chamava por seu nome. Beto só funcionava mesmo como policial e nada mais.

Aqui vale destacar a participação de Anselmo Vasconcelos como Paco. Foi o melhor personagem da trama e que mais foi desenvolvido. Seja em momentos dramáticos como cômicos, era algo como "policial-malandro". Teve uma considerável atuação no último episódio, onde pousou de matador contra a bandidagem. Outro destaque vai pra Danielle Winits, que interpretou Marlene. Não foi a melhor personagem da atriz, mas antes de ser taxada por personagens em que pousavam como "devoradora de homens", ela fez um papel de garota indefesa que auxiliava nas investigações. Detalhe é que ela ainda não usava silicone. Pra citar: A Justiceira teve célebres participações como José Wilker e Francisco Couco. A atuação mais estranha mesmo foi de Edson Celulari como vilão no primeiro episódio.

O final de A Justiceira foi forçado. Visivelmente uma tentativa desesperadora pra desfechar o sofrimento, pelo motivo já citado acima. Pareceu mais um episódio isolado e não teve aquela emoção que deveria ter. Pra se ter uma ideia, o episódio já começa (como prólogo do final) numa missão onde Diana tem que salvar uma mulher de um sequestrador. Apontando a arma para o criminoso, Diana dizia coisas absurdas como: "Eu vou atirar em você, vou meter uma bala na tua cabeça". Sendo que o bandido poderia muito bem matar sua refém nesse momento. Não deu pra engolir essa. A última cena foi estranha com a morte de um personagem importante e sem mais. Ficou no vácuo e não mostrou o que aconteceu com todos após a última missão.

Apesar dos defeitos e furos que possui, para uma série dos anos 90, A Justiceira rendeu bons momentos de ação e suspense e não perdia o charme daquela distante década. Poderia ter continuado, mas 12 episódios foram suficientes pra tocar o barco de uma trama de atmosfera carregada.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Roberto Carlos ensina como se faz um autêntico show de romantismo

O rei e seu estranho "decotão" (Foto: Divulgação/Globo)

E mais um especial de Roberto Carlos passou em época de natal. Não sei você, mas a garotada adolescente pode chorar, se espernear, fazer protesto na internet, ou até escrever cartas ridículas que não tem remédio que dê jeito. Enquanto o rei tiver vida e disposição, ele vai mandar brasa mesmo. Aqui acolá sempre tem uns que soltam umas bobajadas afora dizendo algo como: "Roberto tá velho e precisa se aposentar" ou "Quem já viu uma vez, já viu todos os especiais" e outros causos absurdos. Que negócio é esse, hein? A verdade é que os que reclamam ao vento são os mesmos que defendem músicas de baixo calão que estão de passagem a entupir as rádios populares do nosso Brasil. Não conhecem, de fato, a obra do mandarim da música brasileira e não faz ideia da dimensão da riqueza e do grande potencial que só ele tem para a nossa cultura popular. Quer aceitem ou não. Os especiais podem parecer "a mesma coisa". Errado. A estética pode ser parecida em alguns pontos. Padrão e isso não é mal nenhum. Sempre começa com 'Emoções' e termina com 'Jesus Cristo'. Em tempo, as emoções são diferentes. Tem que acompanhar religiosamente todas as edições e entender bastante de romantismo pra manjar antes de soltar o verbo.

Todos os anos acompanho os especiais e - como fã e admirador do cantor e de sua obra - digo que tem especiais que deixam saudades e outros nem tanto. A juventude do funk que me desculpe, mas Roberto Carlos deu uma aula de como se faz canções de qualidade e que falam profundamente sobre o amor. Sem ferir integridade. Apesar do "decotão" brega que o rei adotou neste fim de ano, não teve nada que tirasse o brilho do especial. Aliás, foi um dos melhores dos últimos cinco anos. Pra ser mais exato: superou o mediano especial do ano passado. Nada de constrangedor ou que comprometesse o estilo do anual. Pelo contrário, foi digno e de muitas, mas muitas emoções.

Confesso que fiquei temeroso quanto à participação de Luan Santana. Ele cantou com Roberto a música 'Lobo Mau'. Não ficou ruim, porém um tanto estranho por sua imagem atrelada ao atual sertanejo (que nada se associa ao genuíno sertanejo). Pelo menos ele não teve que cantar nenhuma de suas canções melosas.

O especial gerou momentos impactantes como a participação de Alexandre Nero (o Comendador da novela das nove Império). Os dois interagiram legal no intervalo instrumental de 'Mulher de 40'. Bacana mesmo foi a brincadeira que fizeram no final quando Nero disse "Mulher de 40, 50, 60, 70..." na música. E Roberto disse: "Pegou todas hein, bicho". O momento da atriz Sophie Charlotte (da novela O Rebu), cantando 'Sua Estupidez', também foi belo. Digamos, um colírio de sereia.

Contrariando os comentários sem fundamentos, Roberto investiu aqui em versões de suas músicas em inglês e espanhol. Um diferencial que deu o que falar. Destaques para 'Breakfast' ('Café da Manhã') e 'Ese Tipo So Yo' ('Esse Cara Sou Eu'). Cantou até música do argentino Carlos Gardel e fez um dueto caprichado com Alcione, com a música 'Just The Way You Look Tonight'. Ah, foi legal ver a canjinha feita em tributo ao Elvis Presley, com 'Tutti-Frutti', e lembranças do rei em outros especiais. E Glória Maria repetiu a dança que teve com Roberto no especial de Jerusalém, de setembro de 2011.

Esse é o Roberto Carlos. Mostrando que aos 73 anos de idade é gênio e tem muito o que a ensinar para a nova geração musical que anda atrofiada - carecendo no conhecimento do amor.

E para aqueles que subestimam o talento de Roberto Carlos, aqui vai uma dica: espere dezembro do ano que vem e até lá pesquise sobre sua carreira musical. Talvez o seu cantor favorito não mereça ou não pese na mesma balança que o rei está e fez por onde chegar.

Quem é rei, jamais perde sua majestade.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mushishi é o pior anime de 2014

Mushishi é o anime mais sonolento de todos os tempos

Sem chance. Se fizermos um balanço pra saber qual o anime mais chato que passou neste ano, a unanimidade ficaria para Mushishi. As histórias são fracas, lentas demais e causam tremenda duma sonolência. Vamo falar sério: por mais que tentem engrandecer a série, por talvez se passar em tempos tradicionais das eras Edo e Meiji, não dá pra acompanhar bem esta obra. Se assim mesmo podemos dizer.

A história tem o seu lado "sci-fi", mas o dramalhão não ajuda. As histórias não causam empolgação nenhuma e acaba difícil aturar e a série fica difícil de acompanhar. Sem contar que o herói não passa nenhuma emoção e expressividade. O mestre Mushi é paradão como uma pedra e não passa de um personagem passivo. Não há muito que comentar ou até mesmo de encontrar algum ponto positivo nele. Está longe de ser marcante e de deixar alguma saudade.

Quem passa a assistir semanalmente já sente uma moleza logo de cara, no primeiro minuto. É meio que um teste de resistência. Quem for muito fraco pro sono, pode adormecer no meio do episódio e acordar com os sinos do tema de encerramento (instrumental). Mais constrangedor, impossível.

Pra uma série ruim, Mushishi é ótima para uma terapia do sono. Aliás, uma nova temporada vem aí em julho de 2015. Alguém aí vai encarar?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mother's Rosario foi a saga mais triste de Sword Art Online II

Asuna e Yuuki no final da temporada

Eu devo ter dito há algum tempo atrás aqui no blog que a melhor fase de Sword Art Online II foi o arco Phamtom Bullet. E, pra mim, continua sendo por todo o suspense que teve. Não sou lá um grande fã, mas gosto deste anime. Depois da saga citada tivemos a curta e divertida Calibur, que durou apenas três episódios. Logo tivemos o último arco: Mother's Rosario - que situou-se nos últimos sete episódios desta temporada.

[SPOILERS]

Apesar da carga dramática ter sido meio arrastada, Mother's Rosario rendeu um final emocionante. Isso porque foi marcada com a morte de Yuuki. Ela tinha problemas de saúde - mais precisamente: HIV. Enquanto estava internada, ela jogava no Alfheim Online e fez amizade com Asuna, por quem teve uma grande afinidade.

O final exibido neste sábado (20) foi emocionante e com ar de despedida. Todos os jogadores do ALO prestaram as homenagens ao redor da garotinha de 15 aninhos que estava prestes a falecer ao contemplar de um belo pôr-do-sol. Como promessa, Asuna herdou a arma que dá o nome à saga e disse que a defenderia e transmitirá a mesma para alguém de confiança quando não mais lutar.

Quem tiver um coração de manteiga, certamente deve ter chorado de emoção. Fica também a admiração de exemplo de uma amizade verdadeira das duas heroínas e da persistência de Yuuki na luta pela vida. Curiosamente fazendo jus ao seu nome, que em japonês significa "coragem". A amizade de Asuna e Yuuki mostrou que não existem barreiras para uma mútua confiança, seja no mundo real ou virtual.

Foi digno e belo para um final de temporada e isso refletiu bem nas imagens do tema de encerramento "Shirushi", cantada por LiSA. Que aliás, é uma das mais belas canções de anime de todos os tempos.