sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Anime Master 2015 - não conhecemos outro evento por querer

Enquanto rolava a Comic Con Experience em São Paulo, aqui em Fortaleza tivemos o Anime Master 2015. Sim, foi apenas um dia. Mas foi O domingo (6 de dezembro) que superou as 

expectativas de quem foi ao evento. Pelo menos essa foi a sensação que eu e meus amigos da Henshin Gattai tivemos.

Lá apresentamos mais uma palestra dentro do MasterSatsu, que teve uma edição especial (feita para o Master) coordenada mais uma vez pelo competentíssimo senpai Wesley Mendes. O tema foi sobre as séries Metal Hero, da Toei Company. Quem manja sobre a franquia japonesa sabe o porquê do cartaz ao lado referenciar diretamente à série de filmes Star Wars. Uma dica pra quem ainda não sabe: os heróis pentateucos conhecidos como Uchuu Heroes (Heróis do Espaço).

A palestra foi dividida em três horários. Uma pela manhã e mais duas durante à tarde. Sempre intercalando com exibições de alguns episódios e filmes dos Metal Heroes. No primeiro horário apresentamos o "Momento Henshin Gattai". Estiveram Carlos Henrique no comando, seguido por Diego Pontes, meu irmãozinho Wylcker Fernandes e este blogueiro aqui que vos escreve. Nos vídeos e slides estavam Eduardo "Dudu" Oliveira e Wesley. A palestra começou saudando e aplaudindo o pessoal do evento Anime Campus, direto de Canindé. É que os demais palestrantes estiveram no interior do Ceará no final de agosto passado. Infelizmente não pude ir na época por estar trabalhando no mesmo dia. Mas foi bacana conhecê-los e bater uma foto com eles, apesar de ter sido rápido. Aliás, o evento em si foi bem corrido. Não tive muito tempo pra tirar tantas fotos. Vi alguns cosplays bacanas (como uma lindíssima da Sailor Mars), mas ficaram de passagem.

Voltando sobre as palestras: o primeiro momento foi dedicado aos Uchuu Keiji (Policiais do Espaço). Pela primeira vez entramos num formato diferenciado em que falamos em 20 minutos contados e interagindo com cenas da série Uchuu Keiji Gavan (Space Cop no Brasil) - com direito a OST e BGMs da mesma. Algo parecido com os moldes dos programas dos anos 90.


Palestrantes em ação

No intervalo do primeiro pro segundo horário, Wylcker e eu esperamos para ver o dublador carioca Marco Ribeiro. No mundo dos animes ele é conhecido como o mítico Yusuke Urameshi da série YuYu Hakusho. Além de emprestar sua voz ao atores como Jim Carrey, Robert Downer Jr., e mais tantos outros trabalhos em filmes e animações. Pra quem não sabe, Marco é pastor evangélico da Assembléia de Deus Kairós, no Rio de Janeiro. Então, tivemos que esperar, pois houve uma mudança de programação. No final da manhã Marco concedeu entrevista para a imprensa. Como já era praticamente a hora do almoço, os autógrafos ficaram para o meio da tarde, após sua palestra.

Ainda nos nossos bastidores, era inevitável as citações e brincadeiras às adaptações americanas VR Troopers e Big Bad Beetleborgs - ambas da Saban (a mesma produtora da franquia Power Rangers). Principalmente em relação à primeira, já que foi uma série "inspirada" em Metalder, Spielvan e Shaider (todas exibidas no Brasil nos começo dos anos 90). Tá certo que ainda hoje há um ódio besta por parte do público por conta de um trabalho do passado e que não interferiu em nada diretamente nas tramas japonesas. Sim, a série foi um desastre. É justamente por isso que ainda rende assunto pra quem realmente assistiu esta série como também às versões originais. Na HG, eu e Henrique somos dois caras que curtimos, admiramos e pesquisamos sobre os Metal Heroes (pretendo escrever futuramente sobre as séries inéditas no Brasil, à medida que eu for assistindo com o tempo). Como tais, temos um esporte em comum que eu fazia na época e sei também que era praticado sim por muitos mancheteiros nos anos 90: analisar cenas peliculadas e comparar situações e roteiros entre as versões originais e adaptadas. É fácil fazer isso não só pra quem domina o tema, mas também pra quem tem cabeça fria e não se irrita a toa achando que a séries japonesas foram "estragadas" e coisas do tipo. Obviamente que isso não altera em nada no canon oficial da Toei. No nosso caso, debatemos os pontos positivos e negativos com bom humor e rindo justamente da chocridão da coisa (como armaduras mal feitas, trajes escrotos do grid de batalha, Skugs altamente previsíveis, etc).


Gavan, o primeiro Metal Hero da história, foi dublado por Marco Ribeiro

No começo da tarde apresentamos a segunda palestra, sobre os Metal Heroes dos anos 80 (de Gavan a Jiban). Depois do nosso segundo turno, corremos para ver a palestra com Marco Ribeiro. Engraçado que teve até marinheiro de primeira viagem que foi subiu ao palco achando que o dublador era um "imitador" do Homem de Ferro. Bobagens à parte, a palestra foi divertidíssima. Marco respondeu perguntas e dublou ao vivo seus personagens mais marcantes. Curiosamente, alguns de nós da HG tiveram coragem de tentar fazer com que ele desse uma palinha sobre dois de seus personagens nas séries de tokusatsu. Pra quem não sabe, Marco dublou o Policial do Espaço Gavan (ou Gaban na dublagem da VTI) na série original exibida pelas emissoras Globo e Gazeta, no distante ano 1991. Wylcker pediu pra que ele "puxasse sua espada" mais uma vez e gritasse o golpe fatal do herói. Marco lembrou de ter dublado um herói do tipo, mas não lembrava o nome do golpe que era "Gavan vencerá!" ("Laser Blade!" no original). É compreensível, até porque Gavan não ficou tão popular por aqui como é no Japão e na França. Temos o Jaspion, Jiraiya e Jiban como os maiores representantes da franquia.

Agora o mais legal é que Henrique pediu pro Marco dublar outro personagem dos tokusatsus que ele interpretou: o J.B. Reese da série VR Troopers. O grito foi exatamente esse: "Troopers transformar! Somos realidade virtual!". Marco citou até quem dirigiu a dublagem da série, que no caso foi José Santana. Santana interpretou Grimlord na primeira dublagem da série, além de narrar o tokusatsu Bicrossers (também exibido nas mesmas emissoras e ano de Gavan no Brasil). Infelizmente a Saban mandou redublar a série e atualmente uma nova versão brasileira pode ser conferida na Netflix. Até que dá pra se acostumar com as novas vozes da versão da Gemini Mídia (que fez um trabalho mediano), mas queria muito ouvir aquela dublagem clássica outra vez. (Nostalgia, pô) Veja aí os vídeos pra ver como foi:



Assim que a palestra acabou, corremos para os autógrafos. Todos estavam animadíssimos e a sinergia era do mundo espiritual (com trocadilho). Boa parte dos que pegaram autógrafos do Marco levaram mangás do YuYu Hakusho. Na contramão da maioria, resolvi levar o DVD do filme Ultraman: The Next (da Focus Filmes). Sim, outro tokusatsu dublado e protagonizado por ele. Ele lembrou na hora e assinou a capa do filme.

O tempo passou tão rápido que sobrou um pequeno tempo na sala de exibição, antes da última palestra. Enfim, apresentamos no final da tarde sobre os Metal Heroes dos anos 90 (de Winspector a Robotack). No final houve apresentação de vídeos do Henrique (visite o seu canal no YouTube) e realizamos sorteios de pôsteres dos heróis da franquia e mais o primeiro volume do mangá ULTRAMAN, lançado recentemente pela Editora JBC. No final tiramos nossa foto oficial e fomos entrevistados pela nossa querida amiga Eliany "Kiriko" Porto, do canal Papo Bugado (do qual também fazem parte os amigos Carlos Weiber e Joaquim Vlauber).

Foi um dia inesquecível para nós. Superou todas as nossas expectativas. Não só pelo sucesso de público na sala, mas também por tudo o que rolou por lá. Mesmo com toda a correria. Fica aqui meus agradecimentos ao nosso coordenador Wesley e ao idealizador do evento, o Paulo Hunter, à galera do Anime Campus pelo prestígio, ao Papo Bugado pela força. Aproveito também pra deixar um abraço aos amigos Diego Arimateia, Marcos Queiroz da banda X-Metal, Chico Saga da banda Kame Rider, Chagas San, nosso padrinho Herick Holanda do Sana Tokusatsu. Agradeço também ao Pr. Marco Ribeiro pela sua simpatia e pelo autógrafo que vou guardar com muito carinho. Em nome do Grupo Henshin Gattai, agradeço a todos os que visitaram o espaço MasterSatsu e nos prestigiaram em mais um trabalho que fazemos aí de fã pra fã.

Ah, não conhecemos outro mundo por querer.



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