quinta-feira, 30 de julho de 2015

Fãs de Tetsuo Kurata crucificam blogueiro manso

Tetsuo no palco do Anime Friends (Foto: Divulgação/AnimeX)

Então, o blogueiro sou eu mesmo. Nesta semana eu escrevi dois posts sobre a vinda do ator Tetsuo Kurata no Brasil, no evento Anime Friends. Respectivamente, eu havia comentado sobre sua volta como Issamu Minami na série Kamen Rider Decade (em 2009) e sobre o impasse que houve no momento dos autógrafos do evento de São Paulo.

Alguns fãs mais hardcores do ator se enfureceram comigo em alguns grupos no Facebook e me atacaram de "não ser fã do Kurata", de "ter algo contra o ator", de "criar uma falsa história" e coisas do gênero. Teve até quem pensou que a Sonia Abrão teria sido a autora de um dos posts. Só não me chamaram de santo ou de Téo Pereira (personagem de Paulo Betti na novela global Império).

Já imaginava que o assunto renderia uma certa divisão de opiniões. Eu esperava até mesmo uma comoção de alguns fãs, mas não nessa proporção que repercutiu. Isso é algo que nós que trabalhamos com a imprensa estamos sujeitos a sofrer e temos que lidar com todo o tipo de reação. Infelizmente o grande mal nas redes sociais atualmente é o fato de algumas pessoas quererem comentar alguma nota sem antes ler ou saber do que realmente se trata ali de fato. Tem até aqueles que se limitam a ler apenas o título ou um trecho isolado de um determinado texto e acabam não entendendo a assertiva do conteúdo. Daí acabam fazendo crítica ao desconhecimento. É impressionante esse tipo de coisa em plena era onde falta de informação não deveria ser mais desculpa.

Por exemplo, no título do primeiro post que escrevi sobre o ator algumas pessoas se assustaram quando leram no título a expressão "se humilhar". Quem leu provavelmente deve ter entendido o que quis dizer ou talvez não. Aparentemente é um termo forte/pesado e apesar da ambiguidade minha intenção jamais foi de detonar o ator. O que não aconteceu, entenda. Eu poderia até explicar a tal expressão em termos religiosos, por exemplo, mas isso não vem ao caso. O que quis passar foi que Kurata teve que praticamente se curvar/reverenciar ao estúdio - Toei Company - que é um tanto difícil e tem "visão-de-boi" em relação ao retorno de atores veteranos que estrelaram séries de tokusatsu outros casos. Coisa que não acontece igual em outros estúdios históricos como a Tsuburaya, por exemplo. Ah, teve até quem confundiu a trapaça feita pelo jornalista japonês como se fosse eu estivesse me referindo ao Kurata. Vai entender, né? Noutro post, alguns disseram que eu não poderia comentar sobre um fato se eu não estava lá. Ora, isso é o mesmo que dizer que um professor não pode lecionar ou comentar sobre fatos históricos quando muitos de nós nem éramos nascidos pra testemunhar e contar, não é verdade?

Quem me acompanha há longa data aqui no blog sabe que não costumo comentar coisas baseadas em achismos e muito menos inventar histórias pra atualizar o conteúdo. Longe de mim essa ideia. Um lema que sempre carrego desde os tempos da saudosa emissora carioca dos Bloch é "aconteceu, virou Manchete". O clássico slogan já diz tudo por si só. No caso do Kurata, minha opinião foi a mais limitada possível por eu não estar presente, mas tenho fontes seguras de pessoas que estiveram no AF e que relataram. O que também não proíbe ninguém ligado à área do tokusatsu dar uma opinião. Se duvidar, sugiro uma pesquisada mais aprofundada na internet e vai se deparar com algumas lamentações de pessoas que não puderam se encontrar pessoalmente com o "Black Sun" como queriam. Isso é fato. No mais, sempre venho comentando neste espaço sobre o que observo e acompanho e me chamam atenção no movimento da cultura pop japonesa. Seja anime, seja tokusatsu, seja evento, e outras coisas ligadas a este universo "inútil" que a gente tanto gosta.

Hoje em dia parece que não se pode opinar em nada sobre qualquer área ligada à diversos temas da cultura pop que já é motivo pra alguns quererem proibir fulano e sicrano de falar e partir pro ataque no modo automático. É como uma tentativa de censura contra aqueles que são assistidos pela democrática liberdade de expressão. O que não é motivo pra gerar um alarido por não ter averiguado um determinado tema ou não entender o que está sendo abordado. Numa certa palestra que participei, já me disseram que eu não deveria falar sobre uma certo seriado acolá que "destruiu" a imagem de alguns esquadrões multi-coloridos na América.

Ainda bem que há aqueles que são cabeça fria, que entendem de boa, e não levam tokusatsu tão a sério como se fosse a própria mãe. E nesse meio eu admiro muito os leitores que concordam e discordam de mim tranquilamente. Esses são papo firme pra um debate pacífico. E que fique bem claro uma coisa: pela última vez, não tenho nada contra o Kurata. Independente do que aconteceu ou do que deixou de acontecer lá no evento, continuo sendo fã do Black e continuarei a curtir como os demais Riders.

E fim de papo.

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